Por um instante um turbilhão de pensamentos me assaltam. Estava dirigindo, de repente, vejo um homem atravessar na minha frente. Fico então a imaginar quantos anos teria aquele homem. Será que tinha 65, 67 ou 70 anos? Não soube responder. Pensei, porém, que talvez ele não tivesse idade de ser meu pai. Comecei imediatamente a fazer contas, eu estou com 46 anos se o tal homem tivesse 65 anos, possivelmente eu teria nascido quando ele tinha 19 anos, ou 21 anos ou 24 anos. De qualquer forma ele seria um pai muito novo para mim.
Imediatamente me senti velho, senti que já não dava para imaginar que qualquer homem maduro que eu visse na rua, pudesse ser ou ter idade para ser meu pai. Senti o peso da idade e com ela a invasão inevitável da minha maturidade. Fico as vezes pensando como se sente meu pai quando vê o anúncio da copa de 2014. O que passará pela mente de uma pessoa que já está em volta dos 70 anos com as noticias de acontecimentos que se realizarão daqui a 4 ou 5 anos? É interessante pensar nisso e concluir que apesar de sabermos que todos nós vamos morrer, sem importar a idade, que o correr do tempo nos coloca numa posição de alerta constante, no lugar de uma aproximação que queremos nos distanciar.
Tudo nesse mundo vai ao desencontro do fim. A todo momento negamos o fim da existência. O mercado ganha incessantemente com isso. Mil promessas mirabolantes são feitas a cada dia com a finalidade de nos distanciar do fim. Medicamentos, procedimentos, comportamentos, atitudes, hábitos são constantemente "descobertos", "inaugurados", "propagados" com a promessa de esticar a existência. Vamos tomar vitaminas, vamos malhar, colocar nas nossas vidas hábitos que sugerem a longevidade.
Quem ensinou isso tudo? Quando começou a negação da perda da consciência? Como nos ensinaram a olhar o mundo como separado de nós? Porque não nos ensinaram que estamos inseridos nele? Que como uma planta numa ventania, também pereceremos?
Diante do exposto, sinto dizer:
que a beleza, tão cultuada, desaparecerá
que os músculos, tão estimulados, atrofiarão
que brancura da pele, amarelará
que a voz que sai da boca, se calará
que o brado da rapidez, devagará
que a clareza da consciencia, cessará
enfim
enfim
enfim
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Críticas
Não quero que me leiam sem me criticar
Quero ser alvo, nem que seja de críticas pejorativas
Quem decide sou eu mesmo
Trago pra mim a responsabilidade pelos meus ouvidos
Sou eu, absolutamente só, que significo o que me dizem
Por isso e por tudo mais sou completamente acertado com minhas palavras
Elas expressam absolutamente aquilo que eu quero dizer
Ninguem sabe o que elas querem dizer, eu sei
Eu escrevo para mim, quanto aos outros, por favor, intepretem como quiser
Não me importo com isso, façam com as minhas palavras aquilo que melhor elas puderem fazer por vocês
Para mim elas representam momentos vividos que consigo expressar por meio de códigos
Quanto a vocês, que leêm o que escrevo, deixo como conselho: usem-as para o seu bem
Conservem nelas, nas minhas palavras aquilo que vocês, através de seus pensamentos puderem associar
Mas os meus sentidos pertencem somente a mim
Só eu sei para quem escrevo, porque escrevo e o que me inspira a codificar as minhas ideias
Quanto a vocês, o problema não é meu
Espero somente que com as minhas palavras vocês possam viajar no pensamento
Não importa que seja de ódio ou de amor
O que importa é que, por meio das minhas palavras, uma ideia seja desdobrada em outra
Um pensamento seja capaz de se multiplicar e direcionar outros sentidos
E que apesar de só eu ter a posse dos motivos de minha escrita
Vocês, que me leêm, possam encontrar outros motivos, não os meus, mas os de vocês
Que objetivamente não terão nada de pulsante emitido por mim, mas de relacional emitido por vocês
Afinal de contas o que importa é que por meio das minhas palavras algo se irradie em vocês
O que quer que seja deverá impulsionar ao pensamento, nem que seja um encontro, uma revolta ou uma porcaria.
Por isso tudo, e por tudo que não me inspirou, sigam se inspirando com as minhas palavras e encontrem em mim um impulso que se irradiando nos fará um encontro.
Um encontro que ninguém saberá, nem eu mesmo
Pois aqui, deixo as minhas palavras com vocês que me leêm, elas não me pertencem mais
Já as vomitei uma a uma
Talvez, mais tarde, nem eu mesmo saiba porque escrevi tudo isso!!!!
Quero ser alvo, nem que seja de críticas pejorativas
Quem decide sou eu mesmo
Trago pra mim a responsabilidade pelos meus ouvidos
Sou eu, absolutamente só, que significo o que me dizem
Por isso e por tudo mais sou completamente acertado com minhas palavras
Elas expressam absolutamente aquilo que eu quero dizer
Ninguem sabe o que elas querem dizer, eu sei
Eu escrevo para mim, quanto aos outros, por favor, intepretem como quiser
Não me importo com isso, façam com as minhas palavras aquilo que melhor elas puderem fazer por vocês
Para mim elas representam momentos vividos que consigo expressar por meio de códigos
Quanto a vocês, que leêm o que escrevo, deixo como conselho: usem-as para o seu bem
Conservem nelas, nas minhas palavras aquilo que vocês, através de seus pensamentos puderem associar
Mas os meus sentidos pertencem somente a mim
Só eu sei para quem escrevo, porque escrevo e o que me inspira a codificar as minhas ideias
Quanto a vocês, o problema não é meu
Espero somente que com as minhas palavras vocês possam viajar no pensamento
Não importa que seja de ódio ou de amor
O que importa é que, por meio das minhas palavras, uma ideia seja desdobrada em outra
Um pensamento seja capaz de se multiplicar e direcionar outros sentidos
E que apesar de só eu ter a posse dos motivos de minha escrita
Vocês, que me leêm, possam encontrar outros motivos, não os meus, mas os de vocês
Que objetivamente não terão nada de pulsante emitido por mim, mas de relacional emitido por vocês
Afinal de contas o que importa é que por meio das minhas palavras algo se irradie em vocês
O que quer que seja deverá impulsionar ao pensamento, nem que seja um encontro, uma revolta ou uma porcaria.
Por isso tudo, e por tudo que não me inspirou, sigam se inspirando com as minhas palavras e encontrem em mim um impulso que se irradiando nos fará um encontro.
Um encontro que ninguém saberá, nem eu mesmo
Pois aqui, deixo as minhas palavras com vocês que me leêm, elas não me pertencem mais
Já as vomitei uma a uma
Talvez, mais tarde, nem eu mesmo saiba porque escrevi tudo isso!!!!
O Refúgio
Eles estavam todos sentados diante da ribanceira esperando que alguma coisa acontecesse
De tanto esperarem quase desistiram
Quando, de repente, eis que surge ao longe, de frente para eles um grande clarão
Um clarão irremediavelmente contagiante que carregava consigo uma força, que de tão forte parecia intransponível
Uma força, que logo de inicio se revelou como um "estranho" que precisaria ser contornado
Essa passagem, nem que fosse para fazer o caminho se constituíria num precipício inatingível aos seus olhos
Inicialmente esse precipício poderia levá-los a um caminho tortuoso, em que fadas e genios apareceriam por entre as curvas e reentrâncias, se constituindo reais
Mas....o que fazer? O que pedir? O que sentir diante de um real que sempre se consolidou como imaginário? e ainda com contornos de imagens que só poderiam ser evidenciadas em ficções?
Vamos explorar esse momento. Mesmo sem saber onde vai dar.
Que caminho é esse que nós põe frente ao desconhecido?
Que coragem deve sair de dentro de nós para enfrentarmos o desafio imaginário de uma provável derrota?
São perguntas que eles, diante do clarão se faziam
Parecia que a vida, nesse momento, seria relatada passo por passo, em que cada um tomava consciência da grandeza dos pensamentos
Eles, os pensamentos, vinham um a um aceleradamente e acidentalmente
Cada um desses pensamentos, infimos que fossem, estavam adormecidos e escondidos no refúgio mais profundo de suas almas
Todos eles retornaram, um a um, como num lapso, mas representando uma infinidade de tempos
Muitos desses tempos esquecidos retornaram forçosamente impulsionados pelo clarão, de forma que um filete de segundo se transformou num infinito de uma existência.
Seria impossível para nós "reles" mortais, controlados pelos nossos relogios, o entendimento abrupto desse esparramar de fatos e pensamentos.
Que mistério é esse que está nos assombrando, nesse momento?. Está nos colocando diante dos fatos esquecidos?
Eles foram trazidos de volta para serem repassados
Um deles se deparou com a cena mais terrivel de sua vida. Cena que há muito se mantinha adormecida e esquecida.
Que fagulha se irradia da mente para que tanta desordem se materializasse subitamente?
Seria aquilo que buscamos esquecer ao longo do caminho para nos proteger dos desencantos?
Todos vivemos desencantos, vivemos situações absolutamente incontestáveis, as vezes e outras ainda irremediáveis.
Esses fatos nos colocam à frente a possibilidade do fracasso
Então....os mandamos para os refúgios, onde eles passam a habitar. Refugios tenebrosos, escuros e encharcados de poeira. Mas...de repente um clarão os ilumina e eles retornam
E quando retornam a tona nos revisitam arrastando consigo sentimentos, emoções, sensações
Passam a limpo a tempo.
É isso, o tempo precisa ser limpado
Ele precisa ser descontaminado
Ele precisa ser esterelizado
Só assim, pela limpeza, se manterá clarificado
O que importara é como o tempo foi vivido
Não deixar que o tempo se contamine é a melhor forma de evitar o refúgio
E....sem o refúgio o tempo ficará claro
Ficará pronto para ser revivido higienicamente.
De tanto esperarem quase desistiram
Quando, de repente, eis que surge ao longe, de frente para eles um grande clarão
Um clarão irremediavelmente contagiante que carregava consigo uma força, que de tão forte parecia intransponível
Uma força, que logo de inicio se revelou como um "estranho" que precisaria ser contornado
Essa passagem, nem que fosse para fazer o caminho se constituíria num precipício inatingível aos seus olhos
Inicialmente esse precipício poderia levá-los a um caminho tortuoso, em que fadas e genios apareceriam por entre as curvas e reentrâncias, se constituindo reais
Mas....o que fazer? O que pedir? O que sentir diante de um real que sempre se consolidou como imaginário? e ainda com contornos de imagens que só poderiam ser evidenciadas em ficções?
Vamos explorar esse momento. Mesmo sem saber onde vai dar.
Que caminho é esse que nós põe frente ao desconhecido?
Que coragem deve sair de dentro de nós para enfrentarmos o desafio imaginário de uma provável derrota?
São perguntas que eles, diante do clarão se faziam
Parecia que a vida, nesse momento, seria relatada passo por passo, em que cada um tomava consciência da grandeza dos pensamentos
Eles, os pensamentos, vinham um a um aceleradamente e acidentalmente
Cada um desses pensamentos, infimos que fossem, estavam adormecidos e escondidos no refúgio mais profundo de suas almas
Todos eles retornaram, um a um, como num lapso, mas representando uma infinidade de tempos
Muitos desses tempos esquecidos retornaram forçosamente impulsionados pelo clarão, de forma que um filete de segundo se transformou num infinito de uma existência.
Seria impossível para nós "reles" mortais, controlados pelos nossos relogios, o entendimento abrupto desse esparramar de fatos e pensamentos.
Que mistério é esse que está nos assombrando, nesse momento?. Está nos colocando diante dos fatos esquecidos?
Eles foram trazidos de volta para serem repassados
Um deles se deparou com a cena mais terrivel de sua vida. Cena que há muito se mantinha adormecida e esquecida.
Que fagulha se irradia da mente para que tanta desordem se materializasse subitamente?
Seria aquilo que buscamos esquecer ao longo do caminho para nos proteger dos desencantos?
Todos vivemos desencantos, vivemos situações absolutamente incontestáveis, as vezes e outras ainda irremediáveis.
Esses fatos nos colocam à frente a possibilidade do fracasso
Então....os mandamos para os refúgios, onde eles passam a habitar. Refugios tenebrosos, escuros e encharcados de poeira. Mas...de repente um clarão os ilumina e eles retornam
E quando retornam a tona nos revisitam arrastando consigo sentimentos, emoções, sensações
Passam a limpo a tempo.
É isso, o tempo precisa ser limpado
Ele precisa ser descontaminado
Ele precisa ser esterelizado
Só assim, pela limpeza, se manterá clarificado
O que importara é como o tempo foi vivido
Não deixar que o tempo se contamine é a melhor forma de evitar o refúgio
E....sem o refúgio o tempo ficará claro
Ficará pronto para ser revivido higienicamente.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Desencontro escabroso na escrita
Voltei pra te contar sobre mim
Passei todo esse tempo ausente em busca de novas sensações
Queria retornar com surpresas, mas ficou dificil, esse mundo sempre se repete
Ele se repete mesmo, chega a ser cansativo, enfadonho....
Principalmente quando queremos novidades
Elas nunca aparecem, mas é claro, como apareceriam?
As novidades não são fantasmas pra aparecer. Ainda que peçamos por elas, as vezes tudo se torna sinistro.
Sem graça, sem entusiasmo, sem energia
Mas espera ai...que diabo de pobreza é essa?
Como pode uma pessoa tão pretensiosa escrever tão mal?
É de chorar de rir, que uma pessoa completamente soberba, chegue no abismo das palavras.
Vai aprender a escrever desastrado, não aniquila as frases com palavras ajustadas como essas!!
Parece que estas completamente consciente, ou melhor, tentando fazer uma redação para o vestibular
com aqueles temas como "O que é felicidade para mim?" em que o pobre do aluno não sabe o que fazer com tanta informação dada pelo professor de redação?
Assim está a tua escrita, pobre, fraca, acanhada e mediocre.
Mas porque tudo isso?, para que ideias tão arrumadas?
Deixa que elas venham de forma invasiva e tortuosa
Sinta-se invadido, atropelado, atravessado por uma ideia
Deixe seus dedos digitarem sem que se saibam que palavras as teclas vão formar
Leia depois e sinta, fundamentalmente, que você é outro nas suas palavras
Se desconheça na sua escrita e encontre nela, um outro que você tinha esquecido
E deixe-o esquecido, não tente trazê-lo a tona, deixe ele lá, desconhecido de você
Caso você estabeleça uma relação intima com ele, você estará perdido
Será o fim do inicio da sua carreira de poeta.
Ainda assim, com todas essas advertências mal explicadas
A verdade é que a sua escrita está beirando o precipicio
Nem tente disfarçar com conselhinhos ridiculos para esconder sua total falta de inspiração
Deixe-se ficar escrevendo redação e continue tentando
Por ora, você foi um fiasco
Vá dormir que é melhor, sonhe e veja se é possivel ainda continuar
Passei todo esse tempo ausente em busca de novas sensações
Queria retornar com surpresas, mas ficou dificil, esse mundo sempre se repete
Ele se repete mesmo, chega a ser cansativo, enfadonho....
Principalmente quando queremos novidades
Elas nunca aparecem, mas é claro, como apareceriam?
As novidades não são fantasmas pra aparecer. Ainda que peçamos por elas, as vezes tudo se torna sinistro.
Sem graça, sem entusiasmo, sem energia
Mas espera ai...que diabo de pobreza é essa?
Como pode uma pessoa tão pretensiosa escrever tão mal?
É de chorar de rir, que uma pessoa completamente soberba, chegue no abismo das palavras.
Vai aprender a escrever desastrado, não aniquila as frases com palavras ajustadas como essas!!
Parece que estas completamente consciente, ou melhor, tentando fazer uma redação para o vestibular
com aqueles temas como "O que é felicidade para mim?" em que o pobre do aluno não sabe o que fazer com tanta informação dada pelo professor de redação?
Assim está a tua escrita, pobre, fraca, acanhada e mediocre.
Mas porque tudo isso?, para que ideias tão arrumadas?
Deixa que elas venham de forma invasiva e tortuosa
Sinta-se invadido, atropelado, atravessado por uma ideia
Deixe seus dedos digitarem sem que se saibam que palavras as teclas vão formar
Leia depois e sinta, fundamentalmente, que você é outro nas suas palavras
Se desconheça na sua escrita e encontre nela, um outro que você tinha esquecido
E deixe-o esquecido, não tente trazê-lo a tona, deixe ele lá, desconhecido de você
Caso você estabeleça uma relação intima com ele, você estará perdido
Será o fim do inicio da sua carreira de poeta.
Ainda assim, com todas essas advertências mal explicadas
A verdade é que a sua escrita está beirando o precipicio
Nem tente disfarçar com conselhinhos ridiculos para esconder sua total falta de inspiração
Deixe-se ficar escrevendo redação e continue tentando
Por ora, você foi um fiasco
Vá dormir que é melhor, sonhe e veja se é possivel ainda continuar
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Carolina
Carolina, mulher verdadeira dos cabelos ondulados, por que não existe?
Carolina, mulher sorridente dos dentes iluminados, por que não mentiste?
Teus dentes, Carolina, deixam transparecer a tua alma, uma alma carregada de desalento
Uma alma que viceja o fel do que te vai pela mente subvertendo a impressão de quem te vê.
Oh!!! Carolina, deixa falar a tua boca, mostra teus dentes alvos repletos de brilho
Que brilho pode te assaltar sem que tu queiras?
Entende o caminho tortuoso que escolheste, tenta ultrapassá-lo
Oh!!! Carolina, ousa com a tua boca dilacerante arrebatar
Leva contigo os que te rodeiam, deixa-os hipnotizados pela tua perspicácia
Mas Carolina, sei que já te disseram muito do que não querias ouvir
Ouve, mulher, sem reclamar e engole todos os inúteis conselhos que ja te derem
Mete-os, todos eles, dentro de uma gaveta e fecha com chave enferrujada
Deixa a ferrugem inundar a tua boca estragada pelo veneno que circula nos teus vasos.
Ouve Carolina, te acorda e te recompõe
Te põe de pé, te ergue, segue teu caminho tortuoso
Por entre arbustos coloridos que teus olhos somente enxergam quando estas dormindo
Acorda Carolina, deixa que um raio distante te penetre os olhos obscurecidos pelo odor fétido da tua imaginação
Olha ao teu redor, sente que só o despossuido objeto que te cerca é o que te salvará
Te salva Carolina, te entrega de uma vez à brancura de teus dentes
Deixa que o rochedo que te limita o coração se transforme em areia branca escorregadia
Deixa que pelo teu corpo, essa areia se arraste limpando a tua alma das tuas marcas
Só assim Carolina, pelos males que te inundam, poderás, talvez, estender a mão.
Carolina, mulher sorridente dos dentes iluminados, por que não mentiste?
Teus dentes, Carolina, deixam transparecer a tua alma, uma alma carregada de desalento
Uma alma que viceja o fel do que te vai pela mente subvertendo a impressão de quem te vê.
Oh!!! Carolina, deixa falar a tua boca, mostra teus dentes alvos repletos de brilho
Que brilho pode te assaltar sem que tu queiras?
Entende o caminho tortuoso que escolheste, tenta ultrapassá-lo
Oh!!! Carolina, ousa com a tua boca dilacerante arrebatar
Leva contigo os que te rodeiam, deixa-os hipnotizados pela tua perspicácia
Mas Carolina, sei que já te disseram muito do que não querias ouvir
Ouve, mulher, sem reclamar e engole todos os inúteis conselhos que ja te derem
Mete-os, todos eles, dentro de uma gaveta e fecha com chave enferrujada
Deixa a ferrugem inundar a tua boca estragada pelo veneno que circula nos teus vasos.
Ouve Carolina, te acorda e te recompõe
Te põe de pé, te ergue, segue teu caminho tortuoso
Por entre arbustos coloridos que teus olhos somente enxergam quando estas dormindo
Acorda Carolina, deixa que um raio distante te penetre os olhos obscurecidos pelo odor fétido da tua imaginação
Olha ao teu redor, sente que só o despossuido objeto que te cerca é o que te salvará
Te salva Carolina, te entrega de uma vez à brancura de teus dentes
Deixa que o rochedo que te limita o coração se transforme em areia branca escorregadia
Deixa que pelo teu corpo, essa areia se arraste limpando a tua alma das tuas marcas
Só assim Carolina, pelos males que te inundam, poderás, talvez, estender a mão.
domingo, 25 de setembro de 2011
É preciso amar como se não houvesse amanhã
E os grilhões do casarão se romperam deixando à mostra, pela imponente contrução, a figura de uma bela jovem que com seu olhar iluminado penetra profundamente por entre os raios de claridade que irradia em cada olhar.
Ah!!! Como essa mulher, que carrega consigo um estado de animo contagiante, consegue arrebatar.
Tudo se transforma com seu olhar, com suas palavras, com seu sorriso. Dizem alguns: "É, ela amadureceu", dizem outros: "como ela cresceu e ainda assim, mantém seu olhar inocente mas decidido sobre os fatos do cotidiano". É!!! Ela se transformou, ou melhor dizendo, se depurou!!
De menina pequena que era, prisioneira e controlada,só recebia. Recebia e recebia informações e aprendia, experimentava, selecionava, chegava a descartar umas e guardava outras. Guardava aquilo que de mais importante conseguia assimilar.
A menina dos olhos iluminados hoje tornou-se uma mulher. E eu, daqui, apreciando esse percurso, tenho a sensação mais que plena de eficácia. O meu produto deu certo, é viável, já desabrochou e agora salto a um outro momento, o da contemplação e da admiração.
Antes, quando ela ainda habitava o casarão, o medo do desconhecido para ela, me assaltava. Quem será ela? Como ela ficará quando sair? E depois, como será? Hoje ela está frutificada, ela transmite docilidade, ela me arrebata pelas suas palavras, pela sua capacidade de lucidez que muitas vezes me faltou.
Eu conheci as duas, recebi a menina em meio a tremores e emoções. No primeiro contato titubeei, hesitei e me emocionei diante da certeza do reencontro. É!!! foi essa mesma a sensação, a de reencontro. A partir dai, cada atitude, cada gesto, eram direcionados à ela, somente a ela. Vivi por um bom tempo circundado por ela, me adaptando, conhecendo-a. Nos entendemos imediatamente, nos acompanhamos, nos olhares conseguiamos trocar as mais íntimas confidências. Vivemos, exautivamente, uma relação em que não participavam juizos, cobranças, esforços e cansaços. Vivemos dessa forma, eu e ela, um fazendo companhia ao outro e nesse convívio nos alimentavamos de palavras, de olhares, de trocas de carinho. Eu com um suposto conhecimento sobre a vida e ela como aprendiz dedicada e atenciosa. Foi assim por um bom tempo, até que, tivemos que nos separar. A certeza que dou é a de que essa separação foi o momento mais tenebroso que pude experimentar de amargura, de tristeza, mas ainda que triste, pude deixá-la com aquilo que ela nunca mais perderia, com o que a vai acompanhá-la permanentemente, com o amor mais puro que aprendi a receber e que lhe doei dia após dia da nossa convivência.
Hoje ela é uma moça viável, que vive entre dissabores e alegrias e eu por perto a admirá-la e a incentivá-la a continuar nesse caminho.
Eu agora a reencontrei, depois da lacuna necessária, em que ela me deixou. Ela precisava passear por esse mundo, precisava experimentar o que recebeu e atestar a viabilidade dos ensinamento. Ela foi embora, me deixou por um tempo, muitas vezes com o coração despedaçado, mas sempre com a certeza de seu amor.
Fiquei, algumas vezes, desolado, mas minha desolação conformada me fazia compreender a necessidade dessa libertação, me retrai e esperei a sua volta. Não a volta da menina, essa eu sabia que não retornaria. Essa, a menina, eu guardei na minha alma, ela permanece comigo nas minhas lembranças, sem nostalgia, mas com uma imensa saudade, ela habita minhas recordações. Eventualmente ela me reconforta com lembranças, outras vezes a reencontro na mulher, nos gestos de amor que ela me atribui.
Eu a deixo ser assim, o amor dela é natural e espontâneo. Ele é porque existe, e não porque tem que ser. Não tem que ser, nada da ordem da imposição e de trocas mas sim da ordem da admiração, do deixar brotar.
Hoje ela é outra, hoje ela é exuberante, vem me visitar, me traz palavras lucidas. Algumas vezes quando ela vem, ela traz com ela, a menina, outras vezes ela vem sozinha, mas todas as vezes que nos encontramos percebemos que por tudo e acima de tudo o amor existe.
E os grilhões?, sim, esses se romperam, e,tinham que arrebentar. Foi necessária essa ruptura, por ela pudemos reeditar aquele amor um tanto simbiotico para dar luz a um outro, independente, desatrelado, liberto, mas permanente.
Recebo-a agora para uma nova etapa, em que permeados por esse amor renovado poderemos caminhar lado a lado nos amparando sempre.
Ah!!! Como essa mulher, que carrega consigo um estado de animo contagiante, consegue arrebatar.
Tudo se transforma com seu olhar, com suas palavras, com seu sorriso. Dizem alguns: "É, ela amadureceu", dizem outros: "como ela cresceu e ainda assim, mantém seu olhar inocente mas decidido sobre os fatos do cotidiano". É!!! Ela se transformou, ou melhor dizendo, se depurou!!
De menina pequena que era, prisioneira e controlada,só recebia. Recebia e recebia informações e aprendia, experimentava, selecionava, chegava a descartar umas e guardava outras. Guardava aquilo que de mais importante conseguia assimilar.
A menina dos olhos iluminados hoje tornou-se uma mulher. E eu, daqui, apreciando esse percurso, tenho a sensação mais que plena de eficácia. O meu produto deu certo, é viável, já desabrochou e agora salto a um outro momento, o da contemplação e da admiração.
Antes, quando ela ainda habitava o casarão, o medo do desconhecido para ela, me assaltava. Quem será ela? Como ela ficará quando sair? E depois, como será? Hoje ela está frutificada, ela transmite docilidade, ela me arrebata pelas suas palavras, pela sua capacidade de lucidez que muitas vezes me faltou.
Eu conheci as duas, recebi a menina em meio a tremores e emoções. No primeiro contato titubeei, hesitei e me emocionei diante da certeza do reencontro. É!!! foi essa mesma a sensação, a de reencontro. A partir dai, cada atitude, cada gesto, eram direcionados à ela, somente a ela. Vivi por um bom tempo circundado por ela, me adaptando, conhecendo-a. Nos entendemos imediatamente, nos acompanhamos, nos olhares conseguiamos trocar as mais íntimas confidências. Vivemos, exautivamente, uma relação em que não participavam juizos, cobranças, esforços e cansaços. Vivemos dessa forma, eu e ela, um fazendo companhia ao outro e nesse convívio nos alimentavamos de palavras, de olhares, de trocas de carinho. Eu com um suposto conhecimento sobre a vida e ela como aprendiz dedicada e atenciosa. Foi assim por um bom tempo, até que, tivemos que nos separar. A certeza que dou é a de que essa separação foi o momento mais tenebroso que pude experimentar de amargura, de tristeza, mas ainda que triste, pude deixá-la com aquilo que ela nunca mais perderia, com o que a vai acompanhá-la permanentemente, com o amor mais puro que aprendi a receber e que lhe doei dia após dia da nossa convivência.
Hoje ela é uma moça viável, que vive entre dissabores e alegrias e eu por perto a admirá-la e a incentivá-la a continuar nesse caminho.
Eu agora a reencontrei, depois da lacuna necessária, em que ela me deixou. Ela precisava passear por esse mundo, precisava experimentar o que recebeu e atestar a viabilidade dos ensinamento. Ela foi embora, me deixou por um tempo, muitas vezes com o coração despedaçado, mas sempre com a certeza de seu amor.
Fiquei, algumas vezes, desolado, mas minha desolação conformada me fazia compreender a necessidade dessa libertação, me retrai e esperei a sua volta. Não a volta da menina, essa eu sabia que não retornaria. Essa, a menina, eu guardei na minha alma, ela permanece comigo nas minhas lembranças, sem nostalgia, mas com uma imensa saudade, ela habita minhas recordações. Eventualmente ela me reconforta com lembranças, outras vezes a reencontro na mulher, nos gestos de amor que ela me atribui.
Eu a deixo ser assim, o amor dela é natural e espontâneo. Ele é porque existe, e não porque tem que ser. Não tem que ser, nada da ordem da imposição e de trocas mas sim da ordem da admiração, do deixar brotar.
Hoje ela é outra, hoje ela é exuberante, vem me visitar, me traz palavras lucidas. Algumas vezes quando ela vem, ela traz com ela, a menina, outras vezes ela vem sozinha, mas todas as vezes que nos encontramos percebemos que por tudo e acima de tudo o amor existe.
E os grilhões?, sim, esses se romperam, e,tinham que arrebentar. Foi necessária essa ruptura, por ela pudemos reeditar aquele amor um tanto simbiotico para dar luz a um outro, independente, desatrelado, liberto, mas permanente.
Recebo-a agora para uma nova etapa, em que permeados por esse amor renovado poderemos caminhar lado a lado nos amparando sempre.
domingo, 18 de setembro de 2011
Recordar, reviver, ocupar
Nego, nego por completo meu comprometimento
Me comprometo, obviamente, com aquilo que posso
Tenho cá comigo diversas razões que vão desde as mais simples, relacionadas somente à sombras tênues, até as mais escabrosas que remetem a tempos sombrios.
Tempos em que, deseperado encontrei um alento que me assaltou de repente me tomando os sentidos me colocando dentro de um eixo temático inesperado.
Temi por tudo isso, me entreguei posteriormente e fracassei o resultado
Mas.......algo ficou, ficou o espaço, antes ocupado, que de tanto preenchido me inundou de satisfação, ficou também, a sensação daquela plenitude momentânea.
É!!! já tive isso.
já tive as oportunidades remanescentes e revividas daqueles tempos de aconchego, daqueles tempos em que a plenitude existia e foi rompida abruptamente por um clarão que cegou os meus olhos.
Não era o que eu queria, eu queria a ausência desse clarão, que como numa vertigem rápida e veloz me arrastou para claridade
Foi nesse momento que fui reconduzido para lá e lá fiquei tentando me deixar permanecer, mas outra escuridão anterior e mais avassaladora já tinha me tomado, e me deixado como que reservado, integrado à ela sem possibilidade de rompimento.
Fiquei separado e marcado sem a chance de experimentar a nova escuridão por completo.
Ela, essa nova escuridão, me reconduzia à mais cálida sensação
Não tive muito tempo, mas experimentei o que pude da nova escuridão, vivi, senti, pensei e quis me transportar para essa nova escuridão aconchegante e plena que me trazia a mais cândida sensação... mas fracassei
Fracassei, feri e me deixei levar à escuridão anterior, aquela que possivelmente, naquele momento, me garantiria a plenitude disfarçada de eterna, disfarçada de uma reedição paradisíaca
Me perdi nesse emaranhado de escuridão, perdi todas. A recente abri mão, erroneamente, pelo antiga e o antiga abri mão por mim, pela minha lucidez. Nenhuma me serviu
Foi isso que aconteceu, não suportei a antiga escuridão, abdiquei dela com todas as minhas forças e me entreguei à claridade.
Enfrentei a claridade absolutamente nítida, a claridade que deixava transparecer cada detalhe mais íntimo, mais demarcado de cada um
A claridade que denunciava, uma a uma,cada linha, cada ruga, cada marca, cada pormenor que só a luz deixa transparecer.
E que luz? a que ilumina cada curva, cada percurso, cada demarcação.
Colocando evidente ribanceiras e precipícios, empurrões e quedas, pedreiras e retas, aquelas todas escurecidas anteriormente, mas que agora, com luz, brilham fortemente ofuscando meus olhos.
Me comprometo, obviamente, com aquilo que posso
Tenho cá comigo diversas razões que vão desde as mais simples, relacionadas somente à sombras tênues, até as mais escabrosas que remetem a tempos sombrios.
Tempos em que, deseperado encontrei um alento que me assaltou de repente me tomando os sentidos me colocando dentro de um eixo temático inesperado.
Temi por tudo isso, me entreguei posteriormente e fracassei o resultado
Mas.......algo ficou, ficou o espaço, antes ocupado, que de tanto preenchido me inundou de satisfação, ficou também, a sensação daquela plenitude momentânea.
É!!! já tive isso.
já tive as oportunidades remanescentes e revividas daqueles tempos de aconchego, daqueles tempos em que a plenitude existia e foi rompida abruptamente por um clarão que cegou os meus olhos.
Não era o que eu queria, eu queria a ausência desse clarão, que como numa vertigem rápida e veloz me arrastou para claridade
Foi nesse momento que fui reconduzido para lá e lá fiquei tentando me deixar permanecer, mas outra escuridão anterior e mais avassaladora já tinha me tomado, e me deixado como que reservado, integrado à ela sem possibilidade de rompimento.
Fiquei separado e marcado sem a chance de experimentar a nova escuridão por completo.
Ela, essa nova escuridão, me reconduzia à mais cálida sensação
Não tive muito tempo, mas experimentei o que pude da nova escuridão, vivi, senti, pensei e quis me transportar para essa nova escuridão aconchegante e plena que me trazia a mais cândida sensação... mas fracassei
Fracassei, feri e me deixei levar à escuridão anterior, aquela que possivelmente, naquele momento, me garantiria a plenitude disfarçada de eterna, disfarçada de uma reedição paradisíaca
Me perdi nesse emaranhado de escuridão, perdi todas. A recente abri mão, erroneamente, pelo antiga e o antiga abri mão por mim, pela minha lucidez. Nenhuma me serviu
Foi isso que aconteceu, não suportei a antiga escuridão, abdiquei dela com todas as minhas forças e me entreguei à claridade.
Enfrentei a claridade absolutamente nítida, a claridade que deixava transparecer cada detalhe mais íntimo, mais demarcado de cada um
A claridade que denunciava, uma a uma,cada linha, cada ruga, cada marca, cada pormenor que só a luz deixa transparecer.
E que luz? a que ilumina cada curva, cada percurso, cada demarcação.
Colocando evidente ribanceiras e precipícios, empurrões e quedas, pedreiras e retas, aquelas todas escurecidas anteriormente, mas que agora, com luz, brilham fortemente ofuscando meus olhos.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Retornar a ti
Quero retornar a ti
Quero novamente te encher de esperança
Quero te alimentar
Quero ficar eternamente contigo buscando sentido para minhas ideias
Es tu que me reconduz ao sonho
Es tu que me coloca no movimento
Es tu que evoca a vontade de expressar
Es tu, somente tu, que nas noites sem sono me acompanhas nas divagações
E é por ti que estou de volta
E é por ti que adquiro novamente a possibilidade de revelar minhas memórias mais escondidas
E é por ti que me ponho, por entre fotografias e granitos, em contato com o não dito Não te abandonarei mais
Estarei sempre por perto te abastecendo
Estarei sempre contigo na busca plural por multiplos sentidos que só as palavras conseguem ter Estarei contigo, te asseguro...
Quero novamente te encher de esperança
Quero te alimentar
Quero ficar eternamente contigo buscando sentido para minhas ideias
Es tu que me reconduz ao sonho
Es tu que me coloca no movimento
Es tu que evoca a vontade de expressar
Es tu, somente tu, que nas noites sem sono me acompanhas nas divagações
E é por ti que estou de volta
E é por ti que adquiro novamente a possibilidade de revelar minhas memórias mais escondidas
E é por ti que me ponho, por entre fotografias e granitos, em contato com o não dito Não te abandonarei mais
Estarei sempre por perto te abastecendo
Estarei sempre contigo na busca plural por multiplos sentidos que só as palavras conseguem ter Estarei contigo, te asseguro...
domingo, 24 de abril de 2011
A mulher e o controle remoto
Estávamos num barco desgovernado ai a mulher falou: o que vamos fazer agora, aqui, perdidos nesse mar? O carinha que estava com ela respondeu: " o barquinho vai, a tardinha cai"
Segundo a mulher que contou essa história foi assim que surgiu a musica "mega" conhecida "o barquinho". Ela continuou, afirmando que de qualquer situação da vida podemos tirar uma coisa boa.
Eu, em casa, assisti esse epidódio por acaso, com aquela mania que temos de ficar passeando com o controle remoto da tv de canal em canal na hora das propagandas. Fiquei agora pensando nos empresários que investem milhões de reais com propaganda. Eles deveriam fazer uma campanha contra os controles remotos de tv que atrapalham muitas vezes seus investimentos. Já pensou se de repente os empresários resolvessem fazer uma campanha acirrada contra os controles e que com isso eles fossem abolidos. Fico imaginando quantas vezes iríamos nos levantar do sofá para mudar de canal. Seria uma coisa absolutamente estressante. Essas pequenas coisas que, na maioria das vezes, não nos damos conta alteraria completamente a nossa rotina e mudaria de maneira decisiva nossos hábitos.
Mas voltando a mulher da tv que deu um testemunho de como podemos tranformar situações embaraçosas em proveitosas fico imaginando o que de proveitoso as pessoas que peerderam suas casas, suas histórias, seu mundo no tsunami do Japão. Fico também me pereguntando o que de proveitoso ganharam aqueles pais que tiveram seus filhos assassinados na escola, que perderam parte de si inesperadamete e os desabrigados da catastrofe da serra do Rio de Janeiro no inicio o do ano? O que todas essas pessoas ganharam de proveitoso? Talvez amargura, sensação de inutilidade, não sei, mas nada de bom, nem construtivo.
É bom que os empresarios realmente comecem a fazer uma campanha contra os controles remotos de tv para que não corramos o risco de nos deparar com colocações, as vezes, desastrosas. É o que mais ocorre na televisão hoje. A tv transformou-se num curso de pos doutorado em passionalidade. Uma coisa é certa: pensar faz bem!! Mas pensar implica em conhecimento e principalmente em descolamento de si para avaliar os fatos. A televisão, além de tudo, contribui para a pieguisse generalizada, cria mitos e horois, destroi a possibilidade de analise, com o minimo possivel, de imparcialidade dos fatos e acontecimentos. O bom seria que a televisão não contribuisse para a burrice e ignorância do povo.
Prisão
Podemos, vez por outra, relaxar e mudar completamente. Sair de dentro de nossos reconfortantes refúgios e passear por lugares outros. Lugares em que o rigor das palavras, a cobrança social afrouxa seus laços permitindo o fluir livre e solto das palavras e das atitudes.
Buscar a estética e os pensamentos pausadamente pensados um por um cansa. Cansa também, buscar ser admirado, ser elogiado, ser homenageado. Chega uma hora, em que tudo pode ser do jeito que queremos que seja.
Imagino-me agora, completamente liberto desses eixos temáticos que limitam a minha vida e me colocam dentro de um regime social da corretice da boa prática. Coloco-me agora fora dos limites, qualquer que eles forem, autorizo-me momentaneamente a abolir qualquer estética que me impulsiona ao raciocinio e me impede o livre curso do pensamento. Busco tudo isso, para encontrar em mim algo que também desconheço, algo que nunca me visitou e que, no entanto, clama pela necessidade de passagem.
Devo deixar que tudo venha, devo deixar que os nós se desatem e que com eles frouxos escapem sensações e sentimentos perfeitamente possíveis. Preciso deixar que as despreocupações me invadam e que os domingos sejan de nada, sejam sem horas disso ou daquilo, que as horas corram, corram sem que a chegada seja esperada.
Quero que seja assim, quero que minha escrita se transforme num amontoado de ideias absolutamebte desconexas onde o que eu queira exprimir se desapegue de qualquer pensamento sistemático e disciplinado.
Não as obrigações, poderia enumerar um "quinquilhão" delas. Poderia também torná-las todas, absolutamente inúteis, absolutamente dispensáveis. Poderia demolilá-las uma a uma e ainda assim me encontrar pelas encostas espreitando, querendo todas de volta, querendo novamente todas ao meu redor cumprindo-as uma a uma sistematicamente.
É, falhei mais uma vez!!!!!
Buscar a estética e os pensamentos pausadamente pensados um por um cansa. Cansa também, buscar ser admirado, ser elogiado, ser homenageado. Chega uma hora, em que tudo pode ser do jeito que queremos que seja.
Imagino-me agora, completamente liberto desses eixos temáticos que limitam a minha vida e me colocam dentro de um regime social da corretice da boa prática. Coloco-me agora fora dos limites, qualquer que eles forem, autorizo-me momentaneamente a abolir qualquer estética que me impulsiona ao raciocinio e me impede o livre curso do pensamento. Busco tudo isso, para encontrar em mim algo que também desconheço, algo que nunca me visitou e que, no entanto, clama pela necessidade de passagem.
Devo deixar que tudo venha, devo deixar que os nós se desatem e que com eles frouxos escapem sensações e sentimentos perfeitamente possíveis. Preciso deixar que as despreocupações me invadam e que os domingos sejan de nada, sejam sem horas disso ou daquilo, que as horas corram, corram sem que a chegada seja esperada.
Quero que seja assim, quero que minha escrita se transforme num amontoado de ideias absolutamebte desconexas onde o que eu queira exprimir se desapegue de qualquer pensamento sistemático e disciplinado.
Não as obrigações, poderia enumerar um "quinquilhão" delas. Poderia também torná-las todas, absolutamente inúteis, absolutamente dispensáveis. Poderia demolilá-las uma a uma e ainda assim me encontrar pelas encostas espreitando, querendo todas de volta, querendo novamente todas ao meu redor cumprindo-as uma a uma sistematicamente.
É, falhei mais uma vez!!!!!
A Solidão
A solidão é as vezes necessária, ela reproduz momentos esquecidos, reconduz situações para os seus lugares e traz a tona sensações e sentimentos esquecidos. Penso hoje, que foi por causa dela que cometi alguns desvios de rota. Não que eles não fossem necessários, mas eles poderiam ser reformulados. Por ela, muitas vezes dormi na sacada de minha casa, evitava o quarto fechado, escuro e frio achando que a paisagem natural, entre estrelas, nuvens e lua, pudesse aplacá-la. Não entendia naquela época que ela me acompanharia por todo meu percurso. Buscava evitá-la construindo refúgios só meus, onde elaborava planos em que permanecia sempre acompanhado, impedindo sempre meu encontro comigo.
Até nos momentos que me punha entre o céu, com estrelas e nuvens, imaginava que me sentia mais aconchegado e mais protegido dela. Como pude por tanto tempo me manter afastado dela? Como pude deixar de experimentar seus efeitos e recusá-la em tantas vezes que ela veio me visitar? Hoje nos relacionamos harmoniosamente, até chamo por ela algumas vezes e sempre ela retorna me retribuindo, dando-me a capacidade de reconhecer a minha fortaleza. Sim, é isso mesmo, a solidão me fortificou, me trouxe a desesperança, e me mostrou que a espera por alguma coisa que pode nunca chegar faz o tempo correr sem desfrute. Ela também, me desamparou, aplacou minha necessidade de completude, me colocou, de qualquer forma, em contato com aquele que sempre vai me acompanhar.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Despertar de um poeta
Por: Marina.
*
Sociedade fragilizada. Aos moldes de um mundo perfeitamente controlado. Manipulado. "Organizado". Desde sempre foi assim, e assim será para sempre. Início dos tempos, cruz. Metade dos tempos, guerras. Atualmente, conflitos. Natureza, nossa querida natureza! Mas... Para que olhar apenas o lado erroneo? Amor. Sim, ainda existe o "raro" amor, alguns não o valoriza, porém, amor. O tdoce e tão belo amor. Procurado por todos e achado por poucos, felizes são aqueles que conhecem a verdadeira essência deste.
Penso e penso cada vez mais, não chego em lugar nenhum, talvez não seja essa a intenção ou talvez seja, não me importo.
Um ciclo sem fim, esse é o mundo em que vivemos. Amor, dor. Felicidade, tristeza. É a ordem, a lei, e não mudará. Sociedade fragilizada, adorada, manipulada, nossa pátria amada.
*
Sociedade fragilizada. Aos moldes de um mundo perfeitamente controlado. Manipulado. "Organizado". Desde sempre foi assim, e assim será para sempre. Início dos tempos, cruz. Metade dos tempos, guerras. Atualmente, conflitos. Natureza, nossa querida natureza! Mas... Para que olhar apenas o lado erroneo? Amor. Sim, ainda existe o "raro" amor, alguns não o valoriza, porém, amor. O tdoce e tão belo amor. Procurado por todos e achado por poucos, felizes são aqueles que conhecem a verdadeira essência deste.
Penso e penso cada vez mais, não chego em lugar nenhum, talvez não seja essa a intenção ou talvez seja, não me importo.
Um ciclo sem fim, esse é o mundo em que vivemos. Amor, dor. Felicidade, tristeza. É a ordem, a lei, e não mudará. Sociedade fragilizada, adorada, manipulada, nossa pátria amada.
Estímulo à emoção
Adoraria, juro que sim, que pela minha escrita pudesse penetrar em cada coração, no escondidinho da alma.
Adoraria que lessem o que escrevo e que minhas palavras estimulassem um fragmento, que desperto, levassem as pessoas a lugares plácidos, calmos e cheios de imaginação.
Adoraria escrever para os sensíveis, para que eles pudessem viajar nas ideias produzindo cada vez mais sensações reconfortantes.
Adoraria também, que os rudes e truculêntos pudessem, pelas minhas palavras, se tornarem suaves e refrescados.
Adoraria que as minhas palavras despertassem os descrentes, aqueles que perderam a possibilidade de sonhar por terem sido irremediavelmente arrancados de dentro de seus refúgios.
Adoraria grandemente que os amantes pudessem lê-las, e, com elas, com as minhas palavras, encontrassem ecos de seu amor, encontrassem inspirações que os impulsionassem cada vez mais ao amor.
Adoraria, enfim poder distribuir com elas, com as minhas palavras, alguns momentos em que a inspiração tomasse conta das pessoas e com ela, reconhecessem em si, um pequeno fragmento do que escrevi.
Como essas despertam em mim emoções,
Que sinta, que permaneça.
E que demonstre, pela força delas, das palavras, um despertar de recomeço....
domingo, 6 de março de 2011
Jogo de Damas
Eu vou te contar que você não me conhece,
e eu tenho que gritar isso porque você está surdo e não
me ouve.
A sedução me escravisa a você
ao fim de tudo você permanece comigo mas prezo ao que
eu criei
e não a mim.
E quanto mais falo sobre a verdade inteira um abismo
maior nos separa.
você não tem um nome, eu tenho.
Você é um rosto na multidão e eu sou o centro das
atenções.
Mas a mentira da aparencia do que eu sou,
e a mentira da aparencia do que você é
Porque eu
eu não sou o meu nome,
e você não é ninguém
o Jogo perigoso que eu pratico aqui
ele busca chegar ao limite possível de aproximação
através da aceitação da distância e do reconhecimento
dela
entre eu e você existe
a noticia que nos separa
eu quero que você me veja nu
eu me dispo da noticia
e a minha nudez parada
te denuncia e te espelha
eu me delato
tu me relatas
eu nos acuso e confesso por nós
assim me livro das palavras
com as quais
você me veste
e eu tenho que gritar isso porque você está surdo e não
me ouve.
A sedução me escravisa a você
ao fim de tudo você permanece comigo mas prezo ao que
eu criei
e não a mim.
E quanto mais falo sobre a verdade inteira um abismo
maior nos separa.
você não tem um nome, eu tenho.
Você é um rosto na multidão e eu sou o centro das
atenções.
Mas a mentira da aparencia do que eu sou,
e a mentira da aparencia do que você é
Porque eu
eu não sou o meu nome,
e você não é ninguém
o Jogo perigoso que eu pratico aqui
ele busca chegar ao limite possível de aproximação
através da aceitação da distância e do reconhecimento
dela
entre eu e você existe
a noticia que nos separa
eu quero que você me veja nu
eu me dispo da noticia
e a minha nudez parada
te denuncia e te espelha
eu me delato
tu me relatas
eu nos acuso e confesso por nós
assim me livro das palavras
com as quais
você me veste
Quando o carnaval chegar...
É a folia contagiante levando as pessoas ao extâse e à anestesia dos pensamentos.
É engraçado ouvir a palavra aproveitar. Todos querem aproveitar, querem espremer, espremer até não pingar mais gota nenhuma do caldo, restando só o bagaço. Mas, porque será, que essa necessidade de aproveitar assombra as pessoas? É comum esse tipo de orientação: Você tem que aproveitar ou aproveite o máximo que você puder. É no mínimo interessante essa urgência de tirar vantagem, de acumular prazer e explodir de tanta coisa boa. E é esse o momento emblemático do tirar proveito, é o carnaval. Bichos que se libertam da jaula acompanhados por uma pseudo liberdade assistida.
É isso mesmo que parece. Todos acham que têm que se abastecer de coisas aproveitáveis, e, de preferência, que tragam benefícios com a simulação de um estado paradisiaco.
O que querem essas pessoas? Chegar na plenitude?
Não seria essa necessidade a negação de si? Ou a impossibilidade de comunhão consigo, na medida em que se busca o inalcançável?
Seria dinheiro? Seria prazer? O certo é que: alcançar o inalcançável faz com que o caminho termine. Promove o encontro com o nada, com aquilo que tanto se buscou, e que quando se alcançou nada foi encontrado, apenas o espaço vazio daquilo construído para significar que o caminho acabou e que um novo percurso deverá ser reeditado com todas as nuances e robustês do "aproveitar" que novamente levará ao nada.
É a folia contagiante levando as pessoas ao extâse e à anestesia dos pensamentos.
É engraçado ouvir a palavra aproveitar. Todos querem aproveitar, querem espremer, espremer até não pingar mais gota nenhuma do caldo, restando só o bagaço. Mas, porque será, que essa necessidade de aproveitar assombra as pessoas? É comum esse tipo de orientação: Você tem que aproveitar ou aproveite o máximo que você puder. É no mínimo interessante essa urgência de tirar vantagem, de acumular prazer e explodir de tanta coisa boa. E é esse o momento emblemático do tirar proveito, é o carnaval. Bichos que se libertam da jaula acompanhados por uma pseudo liberdade assistida.
É isso mesmo que parece. Todos acham que têm que se abastecer de coisas aproveitáveis, e, de preferência, que tragam benefícios com a simulação de um estado paradisiaco.
O que querem essas pessoas? Chegar na plenitude?
Não seria essa necessidade a negação de si? Ou a impossibilidade de comunhão consigo, na medida em que se busca o inalcançável?
Seria dinheiro? Seria prazer? O certo é que: alcançar o inalcançável faz com que o caminho termine. Promove o encontro com o nada, com aquilo que tanto se buscou, e que quando se alcançou nada foi encontrado, apenas o espaço vazio daquilo construído para significar que o caminho acabou e que um novo percurso deverá ser reeditado com todas as nuances e robustês do "aproveitar" que novamente levará ao nada.
sábado, 5 de março de 2011
Eu escrevo
Eu escrevo pelo amor que tenho por mim
Pela minha necessidade de dizer aquilo que não falo
E...ainda assim, não revelar meus pensamentos.
Escrevo quando me sinto só
Quando quero transmitir, a mim mesmo, o impossivel
E...por isso, o impossivel parecerá provável
Escrevo quando estou alegre
No intuito de distribuir sonhos que morreram em mim
E...no entanto, permanecem vivos nas palavras
Escrevo quando quero afago
Nos momentos em que as palavras se encaixam no vazio do coração
E...apesar de tudo, o espaço continuará desocupado
Escrevo quando sinto dor
Nas longas horas de abandono e solidão
E...ainda assim, ela me mostra o caminho da resignação
Escrevo porque sei amar
Amar na infinidade da dissonância, na busca incessante de uma certeza pueril e frágil
E...entretanto, o amor, por mais volátil e efemero ainda brota na franjas da minha consciência
Escrevo para morrer
Para o término da consciência, para retornar de onde vim
E... finalmente, permanecer no interminável das palavras.
Pela minha necessidade de dizer aquilo que não falo
E...ainda assim, não revelar meus pensamentos.
Escrevo quando me sinto só
Quando quero transmitir, a mim mesmo, o impossivel
E...por isso, o impossivel parecerá provável
Escrevo quando estou alegre
No intuito de distribuir sonhos que morreram em mim
E...no entanto, permanecem vivos nas palavras
Escrevo quando quero afago
Nos momentos em que as palavras se encaixam no vazio do coração
E...apesar de tudo, o espaço continuará desocupado
Escrevo quando sinto dor
Nas longas horas de abandono e solidão
E...ainda assim, ela me mostra o caminho da resignação
Escrevo porque sei amar
Amar na infinidade da dissonância, na busca incessante de uma certeza pueril e frágil
E...entretanto, o amor, por mais volátil e efemero ainda brota na franjas da minha consciência
Escrevo para morrer
Para o término da consciência, para retornar de onde vim
E... finalmente, permanecer no interminável das palavras.
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