Por: Marina.
*
Sociedade fragilizada. Aos moldes de um mundo perfeitamente controlado. Manipulado. "Organizado". Desde sempre foi assim, e assim será para sempre. Início dos tempos, cruz. Metade dos tempos, guerras. Atualmente, conflitos. Natureza, nossa querida natureza! Mas... Para que olhar apenas o lado erroneo? Amor. Sim, ainda existe o "raro" amor, alguns não o valoriza, porém, amor. O tdoce e tão belo amor. Procurado por todos e achado por poucos, felizes são aqueles que conhecem a verdadeira essência deste.
Penso e penso cada vez mais, não chego em lugar nenhum, talvez não seja essa a intenção ou talvez seja, não me importo.
Um ciclo sem fim, esse é o mundo em que vivemos. Amor, dor. Felicidade, tristeza. É a ordem, a lei, e não mudará. Sociedade fragilizada, adorada, manipulada, nossa pátria amada.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Estímulo à emoção
Adoraria, juro que sim, que pela minha escrita pudesse penetrar em cada coração, no escondidinho da alma.
Adoraria que lessem o que escrevo e que minhas palavras estimulassem um fragmento, que desperto, levassem as pessoas a lugares plácidos, calmos e cheios de imaginação.
Adoraria escrever para os sensíveis, para que eles pudessem viajar nas ideias produzindo cada vez mais sensações reconfortantes.
Adoraria também, que os rudes e truculêntos pudessem, pelas minhas palavras, se tornarem suaves e refrescados.
Adoraria que as minhas palavras despertassem os descrentes, aqueles que perderam a possibilidade de sonhar por terem sido irremediavelmente arrancados de dentro de seus refúgios.
Adoraria grandemente que os amantes pudessem lê-las, e, com elas, com as minhas palavras, encontrassem ecos de seu amor, encontrassem inspirações que os impulsionassem cada vez mais ao amor.
Adoraria, enfim poder distribuir com elas, com as minhas palavras, alguns momentos em que a inspiração tomasse conta das pessoas e com ela, reconhecessem em si, um pequeno fragmento do que escrevi.
Como essas despertam em mim emoções,
Que sinta, que permaneça.
E que demonstre, pela força delas, das palavras, um despertar de recomeço....
domingo, 6 de março de 2011
Jogo de Damas
Eu vou te contar que você não me conhece,
e eu tenho que gritar isso porque você está surdo e não
me ouve.
A sedução me escravisa a você
ao fim de tudo você permanece comigo mas prezo ao que
eu criei
e não a mim.
E quanto mais falo sobre a verdade inteira um abismo
maior nos separa.
você não tem um nome, eu tenho.
Você é um rosto na multidão e eu sou o centro das
atenções.
Mas a mentira da aparencia do que eu sou,
e a mentira da aparencia do que você é
Porque eu
eu não sou o meu nome,
e você não é ninguém
o Jogo perigoso que eu pratico aqui
ele busca chegar ao limite possível de aproximação
através da aceitação da distância e do reconhecimento
dela
entre eu e você existe
a noticia que nos separa
eu quero que você me veja nu
eu me dispo da noticia
e a minha nudez parada
te denuncia e te espelha
eu me delato
tu me relatas
eu nos acuso e confesso por nós
assim me livro das palavras
com as quais
você me veste
e eu tenho que gritar isso porque você está surdo e não
me ouve.
A sedução me escravisa a você
ao fim de tudo você permanece comigo mas prezo ao que
eu criei
e não a mim.
E quanto mais falo sobre a verdade inteira um abismo
maior nos separa.
você não tem um nome, eu tenho.
Você é um rosto na multidão e eu sou o centro das
atenções.
Mas a mentira da aparencia do que eu sou,
e a mentira da aparencia do que você é
Porque eu
eu não sou o meu nome,
e você não é ninguém
o Jogo perigoso que eu pratico aqui
ele busca chegar ao limite possível de aproximação
através da aceitação da distância e do reconhecimento
dela
entre eu e você existe
a noticia que nos separa
eu quero que você me veja nu
eu me dispo da noticia
e a minha nudez parada
te denuncia e te espelha
eu me delato
tu me relatas
eu nos acuso e confesso por nós
assim me livro das palavras
com as quais
você me veste
Quando o carnaval chegar...
É a folia contagiante levando as pessoas ao extâse e à anestesia dos pensamentos.
É engraçado ouvir a palavra aproveitar. Todos querem aproveitar, querem espremer, espremer até não pingar mais gota nenhuma do caldo, restando só o bagaço. Mas, porque será, que essa necessidade de aproveitar assombra as pessoas? É comum esse tipo de orientação: Você tem que aproveitar ou aproveite o máximo que você puder. É no mínimo interessante essa urgência de tirar vantagem, de acumular prazer e explodir de tanta coisa boa. E é esse o momento emblemático do tirar proveito, é o carnaval. Bichos que se libertam da jaula acompanhados por uma pseudo liberdade assistida.
É isso mesmo que parece. Todos acham que têm que se abastecer de coisas aproveitáveis, e, de preferência, que tragam benefícios com a simulação de um estado paradisiaco.
O que querem essas pessoas? Chegar na plenitude?
Não seria essa necessidade a negação de si? Ou a impossibilidade de comunhão consigo, na medida em que se busca o inalcançável?
Seria dinheiro? Seria prazer? O certo é que: alcançar o inalcançável faz com que o caminho termine. Promove o encontro com o nada, com aquilo que tanto se buscou, e que quando se alcançou nada foi encontrado, apenas o espaço vazio daquilo construído para significar que o caminho acabou e que um novo percurso deverá ser reeditado com todas as nuances e robustês do "aproveitar" que novamente levará ao nada.
É a folia contagiante levando as pessoas ao extâse e à anestesia dos pensamentos.
É engraçado ouvir a palavra aproveitar. Todos querem aproveitar, querem espremer, espremer até não pingar mais gota nenhuma do caldo, restando só o bagaço. Mas, porque será, que essa necessidade de aproveitar assombra as pessoas? É comum esse tipo de orientação: Você tem que aproveitar ou aproveite o máximo que você puder. É no mínimo interessante essa urgência de tirar vantagem, de acumular prazer e explodir de tanta coisa boa. E é esse o momento emblemático do tirar proveito, é o carnaval. Bichos que se libertam da jaula acompanhados por uma pseudo liberdade assistida.
É isso mesmo que parece. Todos acham que têm que se abastecer de coisas aproveitáveis, e, de preferência, que tragam benefícios com a simulação de um estado paradisiaco.
O que querem essas pessoas? Chegar na plenitude?
Não seria essa necessidade a negação de si? Ou a impossibilidade de comunhão consigo, na medida em que se busca o inalcançável?
Seria dinheiro? Seria prazer? O certo é que: alcançar o inalcançável faz com que o caminho termine. Promove o encontro com o nada, com aquilo que tanto se buscou, e que quando se alcançou nada foi encontrado, apenas o espaço vazio daquilo construído para significar que o caminho acabou e que um novo percurso deverá ser reeditado com todas as nuances e robustês do "aproveitar" que novamente levará ao nada.
sábado, 5 de março de 2011
Eu escrevo
Eu escrevo pelo amor que tenho por mim
Pela minha necessidade de dizer aquilo que não falo
E...ainda assim, não revelar meus pensamentos.
Escrevo quando me sinto só
Quando quero transmitir, a mim mesmo, o impossivel
E...por isso, o impossivel parecerá provável
Escrevo quando estou alegre
No intuito de distribuir sonhos que morreram em mim
E...no entanto, permanecem vivos nas palavras
Escrevo quando quero afago
Nos momentos em que as palavras se encaixam no vazio do coração
E...apesar de tudo, o espaço continuará desocupado
Escrevo quando sinto dor
Nas longas horas de abandono e solidão
E...ainda assim, ela me mostra o caminho da resignação
Escrevo porque sei amar
Amar na infinidade da dissonância, na busca incessante de uma certeza pueril e frágil
E...entretanto, o amor, por mais volátil e efemero ainda brota na franjas da minha consciência
Escrevo para morrer
Para o término da consciência, para retornar de onde vim
E... finalmente, permanecer no interminável das palavras.
Pela minha necessidade de dizer aquilo que não falo
E...ainda assim, não revelar meus pensamentos.
Escrevo quando me sinto só
Quando quero transmitir, a mim mesmo, o impossivel
E...por isso, o impossivel parecerá provável
Escrevo quando estou alegre
No intuito de distribuir sonhos que morreram em mim
E...no entanto, permanecem vivos nas palavras
Escrevo quando quero afago
Nos momentos em que as palavras se encaixam no vazio do coração
E...apesar de tudo, o espaço continuará desocupado
Escrevo quando sinto dor
Nas longas horas de abandono e solidão
E...ainda assim, ela me mostra o caminho da resignação
Escrevo porque sei amar
Amar na infinidade da dissonância, na busca incessante de uma certeza pueril e frágil
E...entretanto, o amor, por mais volátil e efemero ainda brota na franjas da minha consciência
Escrevo para morrer
Para o término da consciência, para retornar de onde vim
E... finalmente, permanecer no interminável das palavras.
Assinar:
Postagens (Atom)
