Eu escrevo pelo amor que tenho por mim
Pela minha necessidade de dizer aquilo que não falo
E...ainda assim, não revelar meus pensamentos.
Escrevo quando me sinto só
Quando quero transmitir, a mim mesmo, o impossivel
E...por isso, o impossivel parecerá provável
Escrevo quando estou alegre
No intuito de distribuir sonhos que morreram em mim
E...no entanto, permanecem vivos nas palavras
Escrevo quando quero afago
Nos momentos em que as palavras se encaixam no vazio do coração
E...apesar de tudo, o espaço continuará desocupado
Escrevo quando sinto dor
Nas longas horas de abandono e solidão
E...ainda assim, ela me mostra o caminho da resignação
Escrevo porque sei amar
Amar na infinidade da dissonância, na busca incessante de uma certeza pueril e frágil
E...entretanto, o amor, por mais volátil e efemero ainda brota na franjas da minha consciência
Escrevo para morrer
Para o término da consciência, para retornar de onde vim
E... finalmente, permanecer no interminável das palavras.
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