domingo, 18 de setembro de 2011

Recordar, reviver, ocupar

Nego, nego por completo meu comprometimento
Me comprometo, obviamente, com aquilo que posso
Tenho cá comigo diversas razões que vão desde as mais simples, relacionadas somente à sombras tênues, até as mais escabrosas que remetem a tempos sombrios.
Tempos em que, deseperado encontrei um alento que me assaltou de repente me tomando os sentidos  me colocando dentro de um eixo temático inesperado.
Temi por tudo isso, me entreguei posteriormente e fracassei o resultado
Mas.......algo ficou, ficou o espaço, antes ocupado, que de tanto preenchido me inundou de satisfação, ficou também, a sensação daquela plenitude momentânea.
É!!! já tive isso.
já tive as oportunidades remanescentes e revividas daqueles tempos de aconchego, daqueles tempos em que a plenitude existia e foi rompida abruptamente por um clarão que cegou os meus olhos.
Não era o que eu queria, eu queria a ausência desse clarão, que como numa vertigem rápida e veloz me arrastou para claridade
Foi nesse momento que fui reconduzido para lá e lá fiquei tentando me deixar permanecer, mas outra escuridão anterior e mais avassaladora já tinha me tomado, e me deixado como que reservado, integrado à ela sem possibilidade de rompimento.
Fiquei separado e marcado sem a chance de experimentar a nova escuridão por completo.
Ela, essa nova escuridão, me reconduzia à mais cálida sensação
Não tive muito tempo, mas experimentei o que pude da nova escuridão, vivi, senti, pensei e quis me transportar para essa nova escuridão aconchegante e plena que me trazia a mais cândida sensação... mas fracassei
Fracassei, feri e me deixei levar à escuridão anterior, aquela que possivelmente, naquele momento, me garantiria a plenitude disfarçada de eterna, disfarçada de uma reedição paradisíaca
Me perdi nesse emaranhado de escuridão, perdi todas. A recente abri mão, erroneamente, pelo antiga e o antiga abri mão por mim, pela minha lucidez. Nenhuma me serviu
Foi isso que aconteceu, não suportei a antiga escuridão, abdiquei dela com todas as minhas forças e me entreguei à claridade.
Enfrentei a claridade absolutamente nítida, a claridade que deixava transparecer cada detalhe mais íntimo, mais demarcado de cada um
A claridade que denunciava, uma a uma,cada linha, cada ruga, cada marca, cada pormenor que só a luz deixa transparecer.
E que luz? a que ilumina cada curva, cada percurso, cada demarcação.
Colocando evidente ribanceiras e precipícios, empurrões e quedas, pedreiras e retas, aquelas todas escurecidas anteriormente, mas que agora, com luz, brilham fortemente ofuscando meus olhos.

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