Estávamos num barco desgovernado ai a mulher falou: o que vamos fazer agora, aqui, perdidos nesse mar? O carinha que estava com ela respondeu: " o barquinho vai, a tardinha cai"
Segundo a mulher que contou essa história foi assim que surgiu a musica "mega" conhecida "o barquinho". Ela continuou, afirmando que de qualquer situação da vida podemos tirar uma coisa boa.
Eu, em casa, assisti esse epidódio por acaso, com aquela mania que temos de ficar passeando com o controle remoto da tv de canal em canal na hora das propagandas. Fiquei agora pensando nos empresários que investem milhões de reais com propaganda. Eles deveriam fazer uma campanha contra os controles remotos de tv que atrapalham muitas vezes seus investimentos. Já pensou se de repente os empresários resolvessem fazer uma campanha acirrada contra os controles e que com isso eles fossem abolidos. Fico imaginando quantas vezes iríamos nos levantar do sofá para mudar de canal. Seria uma coisa absolutamente estressante. Essas pequenas coisas que, na maioria das vezes, não nos damos conta alteraria completamente a nossa rotina e mudaria de maneira decisiva nossos hábitos.
Mas voltando a mulher da tv que deu um testemunho de como podemos tranformar situações embaraçosas em proveitosas fico imaginando o que de proveitoso as pessoas que peerderam suas casas, suas histórias, seu mundo no tsunami do Japão. Fico também me pereguntando o que de proveitoso ganharam aqueles pais que tiveram seus filhos assassinados na escola, que perderam parte de si inesperadamete e os desabrigados da catastrofe da serra do Rio de Janeiro no inicio o do ano? O que todas essas pessoas ganharam de proveitoso? Talvez amargura, sensação de inutilidade, não sei, mas nada de bom, nem construtivo.
É bom que os empresarios realmente comecem a fazer uma campanha contra os controles remotos de tv para que não corramos o risco de nos deparar com colocações, as vezes, desastrosas. É o que mais ocorre na televisão hoje. A tv transformou-se num curso de pos doutorado em passionalidade. Uma coisa é certa: pensar faz bem!! Mas pensar implica em conhecimento e principalmente em descolamento de si para avaliar os fatos. A televisão, além de tudo, contribui para a pieguisse generalizada, cria mitos e horois, destroi a possibilidade de analise, com o minimo possivel, de imparcialidade dos fatos e acontecimentos. O bom seria que a televisão não contribuisse para a burrice e ignorância do povo.
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