sábado, 1 de dezembro de 2012

Os dois dizeres

Escrever se torna um prazer sempre que posso me transportar, sempre que posso constatar que o que me move a expor pensamentos é a necessidade de dizer. E dizer aqui, é a arte de descortinar um turbilhão composto por misturas que revelam nuances diversas.

Digo isso por considerar que expressar pensamento, por meio da escrita ou expressar olhares, por meio da fotografia é o mesmo que montar um quebra cabeça, onde cada pedaço vem de um lugar, ou melhor, cada pedaço pertence a uma faceta escondida do pensamento. Essa mistura complexa não só se confunde com o todo, como quando reduzida revela influencias diversas, que nem nós como possuidores da possibilidade de dizer, reconheceremos como nossas.

    Torna-se dessa maneira, um jogo de leva e trás que possivelmente não compreenderemos com facilidade, mas nem por isso esse conhecimento importará ou decidirá o curso dos acontecimentos. O ato de dizer carrega consigo uma inflexão contraditória que se manifestará enquanto falhas, ou seja, o discurso nunca e nem jamais conseguirá ser repleto do todo que queremos dizer, sendo portanto, dilacerado, fragmentado e cheio esquisitices e tropeços. Assim como o olhar revela uma imagem, o discurso produz um dito.

    Dito e imagem, dessa forma, seriam desdobramentos de uma mesma matriz composta por fragmentos de vivências, que ainda por cima, podem ser desconhecidas de quem produz.

    Para se ter a clareza do que me refiro pode-se pensar numa casa vazia em que você pretende mobiliar. Nessa casa provavelmente as cores da parede e a conformação dos moveis terão uma origem, que muitas vezes, podem estar influenciadas pelo que dita a moda, no entanto, algum detalhe poderá estar ligado a uma tendência individual, uma preferência ou um afeto. Dessa forma, provavelmente a casa mobiliada refletirá ou será influenciada por diversos fatores, decorrentes não só de mim como de inúmeros outros.

   Escrever e fotografar talvez tenham essa mesma característica.      Escrevo o que salta aos ouvidos pelo pensamento e crio as imagens fotográficas pelo que me salta aos olhos pelo pensamento também, embora ambas pertençam a mim, ambas também pertencem aos outros.Pode até parecer estranho que pertençam aos outros, mas como falei anteriormente essa mistura se constitui ao longo da experiência de vida.

  A minha flor é colorida, ela foi fotografada a noite e com flash e ela tem sim o centro amarelo. Foi a minha forma de olhar para essa flor e captura-la da minha forma. Essa forma esta repleta de detalhes provenientes de fora de mim. Apesar dela ser minha.

  Quero dizer com tudo isso que sou partidário das emoções e que elas, as emoções, podem até ser originadas de uma matriz biológica mas se constituem e se materializam através de uma sensibilidade conseguida com a vivência. E ai, a vivência importa não só a mim, mas a todos com quem me deparei no decorrer de minha existência.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

O Bom do bom


Quando comecei a ler achei aquilo estranho, mas enfim, cada um diz o que quer. O certo é que para ser bom, ter bons pensamentos, ter bons sentimentos, ou tudo aquilo que é pregado como nobre, como valoroso, como adequado, não deveria dispor de tanto esforço. 

Pois bem, os religiosos lutam pela bondade, eles querem de qualquer modo se equiparar a perfeição. Não se permitem sentir raiva, ter pensamentos impuros,ou ainda,não se admitem como portadores desses sentimentos. Dessa forma, eles repudiam todo e qualquer resíduo daquilo que eles consideram amoral, inadequado ou fora das leis e normas que eles acreditam. Não gostaria de estar falando de classes, nem tampouco criticar crenças, religiões ou atitudes. O que me move a falar sobre isso nada mais é do que a possibilidade de encontrar com esses sentimentos, ditos "não bons" de forma menos reativa, ou seja, compreendê-los, aceitá-los, acolhê-los. Só assim, diante deles, "cara a cara", podemos de alguma forma encontrá-los para contorná-los. Ser bom é ser bom. E o "bom" é uma qualidade inventada, que só poderá ser introjetada quando experienciada, ou seja, não é porque dizem que é bom ser bom que vamos ser bons. Isso requer, obviamente, um caminhar, um caminhar de tropeços que possibilite o dizer não àquilo que não queremos. Essa autonomia, um pouco experimentada pelos maduros e tão esperada pelos que ainda estão em processo de amadurecimento, parece ser o motor que nos leva a bondade.O homem precisou caminhar da idade da pedra até os dias atuais. Lá, na idade da pedra, o homem primitivo matava, agia impulsivamente. Hoje, na era tecnologica o homem se comunica pela internet e como tal poderia também adiar o prazer, poderia experimentar a frustração como forma de renuncia ao prazer imediato, ai sim! O  homem poderia ser bom, quando ele começar a se abandonar sem esforço. Se abandonar aqui, não é se desconectar de si, mas sim encontrar a possibilidade de colocar os ouvidos para escutar o outro sem interferência de si. Ser bom,ter bons pensamentos, portanto, não acontece porque queremos, acontece por uma capacidade de decisão que adquirimos com o tempo. Uma capacidade que se materializa pela vivência, pelo poder de decidir aquilo que queremos ou não.

     Podemos pensar que é ilusório, mas é perfeitamente viável essa caminhada. Não adianta atribuir aos outros nossa desolação. Adianta sim, experimentarmos a desolação e entendermos que ela é necessária para nos sentirmos iluminados depois.

    Pode parecer para muitos difícil, mas podemos viver em harmonia com nós mesmos a principio e depois com os outros e com o mundo, basta que nos demos a chance de sofrer dignamente. Já disse uma vez, sabiamente,  Carlos Drummond de Andrade "a dor é inevitável o sofrimento é opcional". Se deparar com a dor, no mundo em que vivemos, é inquestionável, porém, suportar a dor e lidar com ela de forma engrandecedor é para poucos e esses poucos não são aqueles que subiram um degrau no reinos dos céus e sim qualquer pessoa que saiba lidar consigo e experimente o auto afago.

    E com isso quero deixar meu recado, um recado que não me parece fora de tempo, mas que poderá servir para uma outra forma de olhar o mundo. Uma forma que permita a contemplação da beleza acima de tudo, e a aquisição de olhar que antes se vasculhe por dentro para só depois se sobrepor pelo mundo.

Essa foto eu registrei na Pedra do Arpoador em Ipanema no Rio de Janeiro. O tempo estava frio e nublado, as gaivotas voavam sobre o mar e sobre as pedras e se concentravam ao redor dessa arvore sem folhas.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O Benéfico sofrimento

O que seria de nós sem o sofrimento e a dor, talvez vivêssemos eternamente em cima do pedestal, intocáveis e crentes que somos agraciados pelo tapete vermelho por onde passaremos e desfilaremos nossa gloria. É! O humano tem a ingênua  convicção de que tudo pode, enquanto nada perturba seu equilíbrio. Ele desfila sorrateiro desperdiçando sua avidez pelo sucesso consagrando seu controle e seu poder. Então, de repente, algo acontece que o tira da linha projetada do seu caminho, derrubando-o. 
     
     Nessa queda, disposta a por a prova sua onipotência podem ocorrer diversas gradações de sentimentos que vão desde a revolta até a conformação. Nesse meio tempo vários graus de estados de animo se depositam na alma, desde a  clara sensação de estar sendo injustiçado até o reconhecimento de sua impotência diante dos fatos ocorridos. 

      É duro para o humano saber-se sem rumo. É duro saber-se sem o domínio da condução de seu barco e ver que o caminho traçado pode dar em outro destino e não aquele que ele projetou. Só é nesse momento que nos damos conta do nosso desamparo frente aos acontecimentos. Seja uma doença, um amor que se acaba, um acidente, uma perda, qualquer fato que se relacione com a perda do controle põe o humano sob tensão. Tensão essa relacionada ao extermínio da capacidade de conduzir sua vida, não sabendo mais aonde ela vai dar.

     É quando entram o sofrimento e a dor, duas benções que se apresentam como forma de redenção. E só há esse caminho mesmo, o da redenção. O caminho do reconhecimento do fracasso e da impossibilidade do controle, a derrocada do poder. É a queda, é o desmoronamento de todas as mazelas fantasiadas ao longo da vida e o reconhecimento da falha e incompetência. Elas mudam a posição do trajeto, recolocando o homem no lugar da fragilidade, inaugurando sentimentos impróprios e incompatíveis com a onipotência humana. 
     Como lidar repentinamente com esses sentimento? Eles colocam um espelho onde são refletidos fracassos, sensação de esvaziamento, desprezo, impotência e amargura.

    Sofrimento e dor são freios que nos protegem da loucura. Loucura no sentido da preservação de pensamentos paradisíacos que o humano cultiva desde que nasce. A destruição desses sentimento promove amadurecimento, ensina sobre tolerância e paciência, renova os sentimentos e promove uma aproximação entre as pessoas.

     Descer do palco e passar de protagonista à platéia promove uma mistura, uma certa igualdade entre as pessoas, minimizando o desnível pavorosamente construído em torno da fantasia de onipotência, poder e superioridade. Reconhecer que o  sofrimento e a dor trazem provação e horror é estrear também uma nova forma de viver. Uma nova forma em que o humano poderá se reconhecer misturado, igual, participante e acima de tudo desesperançoso.

    Essa imagem foi registrada numa tarde ensolarada de agosto na Ilha de Mosqueiro em Belém - Pará.

domingo, 3 de junho de 2012

Mas pra que ciúme?

Alguém hoje me perguntou sobre o que eu achava do ciúme, respondi que o ciúme demonstra o quanto o humano é impossibilitado de ser só. O ciúme reflete exatamente um temor diante de uma ameaça. A ameaça da perda de amor para um outro, seja lá o que for esse outro, uma outra pessoa, um olhar desatento, uma novela de televisão e até um Ipad. Qualquer coisa que retire o objeto de amor do lugar imaginário se torna uma ameaça, desse modo o ciúme mostra que o humano não esta preparado para dividir, nem mesmo um pensamento, quanto mais um ato. Qualquer rumor de divisão pode levar a destruição da fantasia de completude. Ora, é cruel acharmos que o outro nos pertence incondicionalmente, como isso poderia ocorrer? Como poderíamos garantir a permanência constante, daquele que escolhemos como objeto, dentro de nossa fantasia? Como poderemos subjugar o outro com frases de efeito de caráter eminentemente moralista? O ciúme se pauta numa moral criada histórica e socialmente, ele existe para dar conta de uma moral concebida num contexto cultural, a tal instituição familiar que precisa ser preservada a qualquer custo. A meu ver qualquer ciúme é nocivo. Nocivo porque ele se assenta sob uma ameaça de perda. Diferencio completamente zelo, cuidado e atenção que dispensamos ao outro, de ciúme. Ciúme implica em posse, em pertencimento. Eu julgo que o outro "me enganou" porque ele me pertencia em atos e pensamentos. Só pertencemos a nós mesmos e a mais ninguém. Só podemos determinar as nossas atitudes e os nossos comportamentos. Quando muito o outro procura nos agradar, mas isso só enquanto estivermos a serviço da sua fantasia também. Deveríamos inverter a ordem do discurso dos amantes: ele pergunta "você me ama? E ela responderia "eu amo o amor que você diz que sente por mim". E eu não estou falando de pessimismo, desencanto e nem tampouco de amargura. Falo exatamente do humano, daquele humano bipartido pela fome e pelo amor, daquele que acima de tudo foi concebido nesse mundo pelo abandono, pela dor da separação. Considerar as marcas indeléveis dessa separação é poder compreender que ela anunciou uma solidão e ainda assim, há uma insistência imperativa da necessidade do outro que sirva de suporte para negação dessa solidão. Partamos do pressuposto de que acompanhados estaremos melhor, portanto estar acompanhado abrandará essa sensação de solidão, mas por favor, sejamos maduros para fingir, sejamos maduros para conciliar, sejamos maduros para ceder, para abrir mão, para entender que o outro, ou seja, nosso objeto de amor é diferente de nós e que apesar de acharmos e querermos pensar que não sobreviveremos sem ele, poderemos sim viver na solidão. É necessária a compreensão da diferença e o silenciar na hora certa para persistirmos nesse encontro. E o ciúme, aquele que subjuga, por favor, joguemos no lixo. O ciúme chama a disputa, a luta pelo poder, ele faz preponderar a agressividade sobre o amor. A maturidade trás a compreensão do outro numa dimensão diferente, ela é necessária para adiarmos, renunciarmos o prazer imediato. A maturidade nos apresenta a paciência, ou seja, a possibilidade de nos frustrarmos em cotas pequenas que não nos colocarão na rua da amargura, muito pelo contrário, exercitarão nossa possibilidade de solidão.

O Ator e o Psicopata

É arrebatadora a interpretação da Adriana Esteves em Avenida Brasil. A arte de representar realmente surpreende principalmente quando nos deparamos com uma possibilidade distante daquela que vivemos. É provocante observar a expressão facial de quem interpreta e materializar mudanças concebidas em prol de um texto escrito por outra pessoa. Pode não haver coincidência nenhuma entre o que se passa na cabeça do autor inicialmente, ou seja a materialização de sua personagem,e o que o ator vai interpretar, no entanto, quando esse ator se apropria da personagem e se esse ator capta assustadoramente, como faz Adriana, as palavras do autor, ele trás pra si a alma da personagem. Talvez até o autor não tenha pensado em determinadas nuanças que o ator imprime no seu texto, contudo não há mais a possibilidade de dissociar um do outro. Ela conseguiu arrebatar a personagem para si, conseguiu demarcar expressões faciais que se manifestam sob a forma de tremores musculares faciais, risos com as mais diversas entonações, vozes horas graves e outras horas agudas, ares de esperteza e astucia. Isso tudo fez dela a proprietária incondicional da personagem. Agora como tomar para si alguém que se diferencia por meio de caráter duvidoso? Como emprestar emoções tão diversas para um outro que não se é? É aí que reside o talento, é dessa forma que a arte se constrói, a partir do ponto em que ela permite explorar terrenos que muitas vezes são áridos para quem executa. Escritores também criam personagens assassinos, psicopatas, cândidos ou ingênuos e nem porisso são dessa forma. O transito experimentado pelo humano de habitar outros território demonstram o quanto o exercício da fantasia possibilita uma descarga, trás para fora os mais recônditos sonhos que só se manifestarão através de uma expressão artística como a da Adriana Esteves que nessa novela consegue explorar e demonstrar através de sua interpretação que temos dentro de nós muitos outros desconhecidos, inexplorados que podem vir a tona sempre que chamamos. Dessa forma, o ator, o bom ator pode ser comparado ao psicopata a partir do momento em que representa um outro que lhe é estranho, um outro capaz de gestos, atitudes e comportamentos completamente diversos dos dele. E principalmente consegue convencer, consegue enganar o espectador. Consegue tanto isso que as vezes fica difícil dissociar a imagem emprestada a personagem pelo ator do próprio ator. O psicopata também engana, também é convincente e sedutor. Ele consegue arrebatar com suas representações na vida. Tanto consegue que muitos deles passam por nós sem nos darmos contas de sua psicopatia. Só quando a novela acaba é que eles se revelam, tanto o ator quanto o psicopata. Um representa em prol da arte o outro em prol de um um distúrbio psíquico que o aliena. No entanto, ambos representam!!!!! Lembra exatamente a música de Edu Lobo chamada a moça do sonho que expressa em seus versos uma contradição que inexplorada soa estranha. "Um lugar deve existir Uma espécie de bazar Onde os sonhos extraviados vão parar Entre escadas que fogem dos pés E relógios que rodam pra trás Se eu pudesse encontrar meu amor Não voltava jamais"

sábado, 17 de março de 2012

Justiceiro e Oprimidos

Os justiceiros estão por ai, sabem tudo, resolvem absolutamente tudo.
Eles tem sempre uma definição para qualquer acontecimento. Todos eles, de repente são políticos. Basta que observemos suas colocações para que possamos atingir a essência falsa e escusa de suas palavras.
Não, não mesmo!!! Eu não acredito em justiceiros, jamais acreditarei em atitudes nobres e descompromissadas!!! Elas não pertencem ao humano fluido e volátil de agora. Não acredito em altruísmo. Eu quero o bem dos meus filhos, dos meus amores e daqueles que me amam. O resto, sinceramente, pouco me importa. Digo isso porque não vivo por ai me preocupando com quem não conheço. Se sinto pena de alguém atribuo imediatamente ao meu "sentimento de culpa", que no mais intimo recanto invisível da minha consciência me acusa e diz: "que bom que não foi comigo e sim com ele".
Acredito definitivamente que o humano é um ser indecoroso e amoral. Nada, absolutamente nada, poderá passar para os outros sem que antes seja repassado no invisível da consciência. Eu não dou carona pra alguém que esteja se abrigando da chuva na rua, por mais que eu esteja sozinho no carro. Pra que vou fazer isso? A pessoa na chuva não me interessa, não a conheço. Ela não me deu amor!!!! Eu sou assim, talvez você no seu íntimo também seja, mas..... os justiceiros não são. Eles se expõem e defendem a todos. Eles defendem os pobres, os sofredores, os injustiçados, os oprimidos. A troco de que? Tem que haver uma recompensa para isso que com certeza não é amor incondicional pelos oprimidos. Será que eles estreitam os laços e choram junto com esses oprimidos? As vezes sim, e até encenam um quadro de emoção comovente. Mas eles sabem que os oprimidos adoram um palco onde possam despejar suas lamúrias. São os oprimidos que entregam, com toda pompa, o conteúdo do trabalho dos justiceiros, que agradecem em forma de defesa clamorosa e retumbante. Eles não vivem um sem outro, há uma relação simbiótica entre eles. Os oprimidos descarregam suas agruras sobre os justiceiros que por sua vez adquirem o que precisavam para fazer a pesudo justiça que divulgam e com isso ganham mais fama de grandes salvadores.
Eu ia começar esse texto falando sobre o pensar, sobre a possibilidade de dessecar a palavra dita, ela carrega sentidos escondidos, escusos, camuflados que enganam os ouvidos e produzem sentido de acordo com que se quer. É uma dobradinha perfeita: justiceiro e oprimido. Se completam, se nutrem e se alimentam um do outro, enquanto isso...a palavra é falada assintosamente desagregada, desconectada, adquirindo um som unívoco e não plural.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Covardia Interior

Novamente devo me conformar
Denovo devo me recolher para entender
Entender o que eu já sei e oculto
Desocultar o já sabido ou fingir desconhecer o conhecido?


Talvez um ou talvez outro
Entretanto, tanto um quanto outro salvam
Salvam do desprazer de se defrontar com a peste que assola o interior


Então.....


Mais acertado para os covardes é a negação do saber
Ele  coloca em risco a bondade artificialmente preparada
O saber desabrocha o desconhecido escondido embaixo de uma infinidade de camadas
Que quando destruídas expõem a grande fragilidade dissipada por entre suas bordas


Fragilidade não relacionada com fluidez mas com falta de lucidez
Para encontrar dentro de si a podridão guardada e disfarçada.


Enfim......