Eles tem sempre uma definição para qualquer acontecimento. Todos eles, de repente são políticos. Basta que observemos suas colocações para que possamos atingir a essência falsa e escusa de suas palavras.
Não, não mesmo!!! Eu não acredito em justiceiros, jamais acreditarei em atitudes nobres e descompromissadas!!! Elas não pertencem ao humano fluido e volátil de agora. Não acredito em altruísmo. Eu quero o bem dos meus filhos, dos meus amores e daqueles que me amam. O resto, sinceramente, pouco me importa. Digo isso porque não vivo por ai me preocupando com quem não conheço. Se sinto pena de alguém atribuo imediatamente ao meu "sentimento de culpa", que no mais intimo recanto invisível da minha consciência me acusa e diz: "que bom que não foi comigo e sim com ele".
Acredito definitivamente que o humano é um ser indecoroso e amoral. Nada, absolutamente nada, poderá passar para os outros sem que antes seja repassado no invisível da consciência. Eu não dou carona pra alguém que esteja se abrigando da chuva na rua, por mais que eu esteja sozinho no carro. Pra que vou fazer isso? A pessoa na chuva não me interessa, não a conheço. Ela não me deu amor!!!! Eu sou assim, talvez você no seu íntimo também seja, mas..... os justiceiros não são. Eles se expõem e defendem a todos. Eles defendem os pobres, os sofredores, os injustiçados, os oprimidos. A troco de que? Tem que haver uma recompensa para isso que com certeza não é amor incondicional pelos oprimidos. Será que eles estreitam os laços e choram junto com esses oprimidos? As vezes sim, e até encenam um quadro de emoção comovente. Mas eles sabem que os oprimidos adoram um palco onde possam despejar suas lamúrias. São os oprimidos que entregam, com toda pompa, o conteúdo do trabalho dos justiceiros, que agradecem em forma de defesa clamorosa e retumbante. Eles não vivem um sem outro, há uma relação simbiótica entre eles. Os oprimidos descarregam suas agruras sobre os justiceiros que por sua vez adquirem o que precisavam para fazer a pesudo justiça que divulgam e com isso ganham mais fama de grandes salvadores.
Eu ia começar esse texto falando sobre o pensar, sobre a possibilidade de dessecar a palavra dita, ela carrega sentidos escondidos, escusos, camuflados que enganam os ouvidos e produzem sentido de acordo com que se quer. É uma dobradinha perfeita: justiceiro e oprimido. Se completam, se nutrem e se alimentam um do outro, enquanto isso...a palavra é falada assintosamente desagregada, desconectada, adquirindo um som unívoco e não plural.
Acredito definitivamente que o humano é um ser indecoroso e amoral. Nada, absolutamente nada, poderá passar para os outros sem que antes seja repassado no invisível da consciência. Eu não dou carona pra alguém que esteja se abrigando da chuva na rua, por mais que eu esteja sozinho no carro. Pra que vou fazer isso? A pessoa na chuva não me interessa, não a conheço. Ela não me deu amor!!!! Eu sou assim, talvez você no seu íntimo também seja, mas..... os justiceiros não são. Eles se expõem e defendem a todos. Eles defendem os pobres, os sofredores, os injustiçados, os oprimidos. A troco de que? Tem que haver uma recompensa para isso que com certeza não é amor incondicional pelos oprimidos. Será que eles estreitam os laços e choram junto com esses oprimidos? As vezes sim, e até encenam um quadro de emoção comovente. Mas eles sabem que os oprimidos adoram um palco onde possam despejar suas lamúrias. São os oprimidos que entregam, com toda pompa, o conteúdo do trabalho dos justiceiros, que agradecem em forma de defesa clamorosa e retumbante. Eles não vivem um sem outro, há uma relação simbiótica entre eles. Os oprimidos descarregam suas agruras sobre os justiceiros que por sua vez adquirem o que precisavam para fazer a pesudo justiça que divulgam e com isso ganham mais fama de grandes salvadores.
Eu ia começar esse texto falando sobre o pensar, sobre a possibilidade de dessecar a palavra dita, ela carrega sentidos escondidos, escusos, camuflados que enganam os ouvidos e produzem sentido de acordo com que se quer. É uma dobradinha perfeita: justiceiro e oprimido. Se completam, se nutrem e se alimentam um do outro, enquanto isso...a palavra é falada assintosamente desagregada, desconectada, adquirindo um som unívoco e não plural.