segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Filtro Solar e a Dor

Atualmente sempre é recomendado: Use Filtro Solar para evitar o câncer de pele e o envelhecimento precoce. Coisas da modernidade, mas realmente o uso do filtro solar protege a pele das radiações solares, tanto as UVA que são longas, atravessam o vidro e consequentemente penetram nas camadas mais profundas da pele, danificando-a. São as grandes responsáveis pelo câncer de pele e pelo fotoenvelhecimento.
Outra radiação bastante deletéria é a UVB que são mais curtas, não penetram na pele ficando somente na epiderme. Dão a pele aquele aspecto de queimada, vermelha, seca e descascada. Estas, também provocam o envelhecimento cutâneo, por isso, diz-se na atualidade que o uso do filtro é imprescindivel.
A ciência, dessa forma, através de suas descobertas, produz constantemente grandes novidades que sempre visam algum tipo de sugestão que mantenha a saúde e prolongue a qualidade de vida. Dessa forma, a espécie humana permanece preservada e resguardada frente ao que se descobriu como nocivo e/ou prejudicial a manutenção da espécie. 
Retardar o envelhecimento, no entanto, não garante a eternidade, pelo menos, dos bons sentimentos e valores.Em relação a isso, inclusive, pode-se perceber que esse desenvolvimento, essas descobertas sempre remetem a algum paliativo relacionado  ao corpo, contúdo ainda não se descobriu, por exemplo, o gene permanente que gere uma série de humanos com honestidade, sinceridade, solidariedade e renúncia ao poder. Provavelmente todas as pessoas sabem ou se previnem da radiação solar pelo uso dos filtros e o mais interessante é que, prega-se que aqueles de maiores FPS são os que devem ser mais usados, pois protegem mais a pele. Protege então, aquele que é  considerado o maior órgão do corpo humano, o involúcro que guarda nosso aparato fisiológico.
É por esse órgão, a pele, que  o homem entra  em contato com o mundo, ela (a pele) é a barreira que separa o interno do externo, é por ela que o homem experimenta as sensações, sejam elas de frio, calor, dor, compressão, e mais ainda, é por ela também, que se evidenciam muitas das dores colecionadas, amontoadas, preservadas pelo homem durante sua existência.
Relacionar o filtro solar, considerado protetor e preventivo dos males da pele, é encontrar a possibilidade de refletir que no bojo da concepção científica pouco se faz sobre qualquer marca que não seja aparente, visível. A dor não vista, aquela apenas sentida não marca o corpo, mas existe no clamor dos olhos que a denunciam . A radiação  dolorosa é como a radiação UVA, penetra fundo, se instala e se desdobra em tristeza, amargura, descontentamento.
É habitual que se desconsidere essa dor, ela é invisível e está sobre a pele se arrastando e se irradiando ao longo de todo percurso por onde ela se dissemina. Para essas radiações dolorosas não há filtro que proteja e nem sombra que as impeçam, ela brota, se consagra e se irradia, no entanto, é ela que protege o homem da loucura e delimita a sanidade. Sem dor não há o humano, há o animal, o primitivo.
A ciência se esforça, mas ainda não conseguiu nem um paliativo para a dor da existência. Aquela que nos põe à frente com a solidão, com a incompletude,  escancarando abruptamente a total incapacidade do humano  frente a sua verdade maior, a de que somos mortais.
Sendo assim o que nos resta é aprender a conviver com essa verdade, dizem alguns que quem melhor viveu, melhor morrerá!!! Melhor viver seria viver com dignidade, encontrando a certeza de que a melhor vida é a que despreza o que de menor ela tem:

Aquilo que ela não conseguiu mas se conformou!
Aquilo que ela quis mas que renunciou por não ter chegado!
Aquilo que ela ganhou e não ficou pra si!

Afinal... o filtro solar apenas protege a pele das radiações solares, mas não protege das radiações dolorosas, estas somente uma vida "bem vivida" protegerá.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Controle e Fragilidade

O exercício do controle colocado em prática por algumas pessoas revela o quanto de fragilidade elas tem. Incapazes que são, de se manterem ligadas por meio de vínculos saudáveis, em que as diferenças são consideradas.
Dois contrapontos se manifestam nessa tragetória: o controle e a fragilidade.
Apesar do controle parecer uma atitude de poder, ele participa do repertório de pessoas fracas e impotentes. Impotentes,  quanto a sua capacidade de manter o outro por perto de forma desacorrentada. Impotentes também, por necessitarem do uso da força e da manipulação para manter o outro subjugado.
O controle, dessa maneira, se manifesta dentro das várias relações de poder que criamos ao longo da vida: mãe e filha, pobre e rico, empregado e patrão, médico e paciente, amante e amado,só para citar alguns.
É evidente que essas relações se configuram unilateralmente, a partir do ponto em que o controlado ajustará seus atos e atitudes dentro do contexto do poder, tornando-se objeto desse controle. Nessa medida, o controlado aparecerá como ressentido e magoado por estar impossibilitado de se expressar. Fará coisas em favor de seu pseudo pertencimento ao outro, deixando de demonstrar seus desejos, suas vontades e, muitas vezes, suas necessidades serão submetidas ao poder do controlador. Como resultado, teremos a negação e o impedimento da diferença, terminando em aniquilamento e encolhimento, impedindo assim, qualquer possibilidade de expressão dos desejos do controlado.
É comum que dentro do âmbito da educação dos filhos algum controle seja imputado, principalmente os que delimitam espaço e impõem limites. Necessário se faz, entretanto, que os pais tracem com cautela esse percurso, levando em consideração, que são os pais os responsáveis pela trajetória inicial dos filhos.
No entanto, é preciso que aqui também, as diferenças sejam discutidas. Filhos e pais são diferentes. A discussão em torno dessa diferança deverá ser evocada dentro dos limites de respeito e tolerância possibilitando a emergência dos desejos dos filhos e evitando as relações de submissão, em que a voz de uns (os pais) se sobrepõem sobre o "querer" dos outros (os filhos), contúdo, não é isso que ocorre geralmente. Encontramos no dia a dia pais oriundos de relações mal estruturadas que consequentemente irão re-produzir esses mesmos modelos relacionais. Esses pais, provavelmente irão  tentar impor seus pensamentos, por meio da força, fechando os ouvidos para o dialógo e para o encontro da diferença como consequência produzirão filhos: ou revoltados,  ou conformados, ou silenciosos, ou dissimulados ou infelizes.
É bom que se pontue que esses pais, ditos "mal resolvidos" transmitem esse "mal" aos filhos que por sua vez, transmitirão aos que o circundam e provavelmente estarão aptos a transmitirem toda essa herança aos seus  descendentes, virando um círculo vicioso que deverá ser interditado.
Aposto na fragilidade dos controladores por considerar que o uso da força, seja ela qual for, impede o dialógo. Sem o dialógo não há suporte para a escuta da diferença. A falta de suporte dessa escuta revelará a fragilidade do ser do controle, demonstrando o quanto cada palavra, atitude, ato ou gesto poderá demolir com sua vitalidade e com a sua certeza de poder, revelando sua total fragilidade.
Essa total fragilidade mostrada pelo controlador revela sua impotência frente a vida. Sua impossibilidade de aceitar o outro na diferença.
Como podemos nos deixar ser pais, sabendo que geraremos outro ser diferente de nós? Quem não tomar consciência dessa verdade, que tenha a delicadeza de não ter filhos, que tenha a decência de conviver sozinho com suas agruras e amarguras. E quem, ainda assim, tenha filhos que trabalhe para libertá-los de seu jugo.
É o que de melhor os pais podem fazer por seus filhos, já que eles não pediram para nascer: fomentar a liberdade e favorecer a escuta das diferenças e tudo isso sem "pitis"....por favor.

E a você que hoje eu vi com os olhos vermelhos que os ilumine com brilho de meu amor: livre, incondicional, límpido e transparente como o Mar azul. Como o Mar que te deu o nome!!!!!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Mais um palhaço convenceu com seus gracejos e ainda ganhou aplausos!!!

O que será que levou as pessoas, num pais sofrido como o nosso, a eleger com 1.300.000 votos um canditadato a Deputado Federal na maior cidade Brasileira, que assalta a representação emblemática de uma figura como a do Palhaço?
Passemos a análise desse fato, que no mínimo intriga e  provoca surpresa:


Hipótese 1 - A devolução do Palhaço aos Palhaços!!


Apreciar o Brasil como um pais onde existe uma comoção generalizada com vocação quase que instantânea para o susto, a pena, a lamentação e para os ditos acalorados  emprenhados de passionalidade é poder suspeitar que os fatos que antecederam essa situação contribuiram para esse final, no mínimo, estranho.
Recentes acontecimentos que sucessivamente manifestaram cenas indigestas de desonestidade, roubos, falcatruas e mentiras perseguiram a vida dos Brasileiros sem que se pudesse ter feito nada, ou quase nada, para aliviar tamanha indignação.
Todo esse panorama de acontecimentos funestos se armazenou nas mentes e corações desse pobre povo. Possivelmente, tornando-o desesperançoso (e aqui quero dizer sem espera, apressado), levando-o  a revidar com uma resposta que se traduziu sob a forma de devolução da podridão, da falta de respeito que recebeu ao longo desse curto espaço de tempo, só para falar de agora, esse ano de 2010.
Talvez como revide o povo mandou, sob a forma de protesto, a estonteante votação num palhaço que metafóricamente reflete aquilo que ele (o povo) vem recebendo ao longo desse percurso "democratico" tortuoso dos nossos representantes politicos.
Se o palhaço é engraçado, bobo, conta piadas para divertir as pessoas, forja situações que devem ser motivos de risos e chacotas e ganha seu dinheiro com tudo isso... Qual seria, então, a diferença entre o palhaço e os politicos?
É bem significativo que esse fato demonstre, numa ocasião delicada, a revolta de um povo tratado de forma nociva e pouco fiel. A lei é que os burros devem ficar cada vez mais burros.


Hipótese 2: O tiro sai pela culatra e acerta os portadores das arma!!


É evidente que esse fato revela uma tendência desse mesmo povo a uma miséria de pensamento ou ainda a uma escassez de raciocínio,  levando-se em consideração que essa tentativa de subversão poderá sobremaneira detonar um retorno contra ele próprio.
Ora, sabemos de antemão, que um Deputado Federal vai representar o povo em Brasilia, portanto, deveria ser muito bem escolhido. Sabemos também, que para que o interesse do povo seja salvaguardado é necessário uma bancada forte e atuante e no mínimo que possuisse um entendimento desse manejo político.
Seria hora de se perguntar: Como que um candidato semi analfabeto, sem um repertório consolidado de palavras e ideias vai poder expressar uma representação  popular tão grande como a do estado de São Paulo? Quem será que esta por tras de tudo isso? E ainda, como que um "ser" que se autodenomina "Palhaço" (coitado dos palhaços, devem estar se sentindo ofendidos agora!!!)  incorporando um personagem lúdico e infantil vai responder a  toda essa demanda? Claro que será mais um que com condescendência e chancela do povo,  vai encher o seu bolso e de outros mais, de dinheiro a custa dos impostos que nós, pobres mortais, pagamos todos os meses com sacrifício.
Não seria a hora de revelarmos menos comoção e passionalidade e passarmos a demonstrar mais empenho, lucidez e responsabilidade nas nossas escolhas?
Parece piegas, mas realmente o "povo tem o governante que merece". É lamentavel e triste, mas o palhaço foi eleito por quem o escolheu como o candidato mais adequado a representá-lo.
Enfim, pelo cenário apresentado e estabelecido, deve-se render homenagem ao palhaço!!!