sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Será que as coisas são tão importantes quanto pensamos??

De repente nos vemos presos numa cilada. Uma cilada mental ,em que nada parece ser capaz de dissolvê-la. Dores, sofrimentos, momentos de tensão. Tudo parece conspirar para que esse estado permaneça, persista, persiga e inquiete. Mas nada como um cicatrizante poderoso para destruir todo esse emaranhado causado pela teimosia, insistência e, porque não, imaturidade dessa submissão.
É ele, o tempo, o cicatrizante.

O tempo...

Ele tira o peso dos acontecimentos;
Dissipa a importancia dos fatos;
Revela  que o aquilo de antes é o nada de agora;
E que o nada de agora será apenas o espaço do aquilo de depois.

É o tempo....

Que circula  arrastando consigo lembranças, sensações e cheiros;
Que tira das recordações o esforço de esquecê-las deixando apenas seu espaço, que antes ocupado, as representam;
Que mostra que o desespero de agora será a experiência vivida de amanhã;
Que tira o som alto dos ouvidos colocando apenas ruidos, as vezes indecifráveis.

É o tempo...

Que cura, que acomada e que dissipa dúvidas;
Que ensina o que foi bom  lá,  e o que não deve ser repetido aqui;
Que  faz deparar com o arrependimento de ter dito coisas que não deveriam ter sido ditas;
Que transborda quando excessivo, mas que acalenta quando é compreendido.


É o tempo....