Eles estavam todos sentados diante da ribanceira esperando que alguma coisa acontecesse
De tanto esperarem quase desistiram
Quando, de repente, eis que surge ao longe, de frente para eles um grande clarão
Um clarão irremediavelmente contagiante que carregava consigo uma força, que de tão forte parecia intransponível
Uma força, que logo de inicio se revelou como um "estranho" que precisaria ser contornado
Essa passagem, nem que fosse para fazer o caminho se constituíria num precipício inatingível aos seus olhos
Inicialmente esse precipício poderia levá-los a um caminho tortuoso, em que fadas e genios apareceriam por entre as curvas e reentrâncias, se constituindo reais
Mas....o que fazer? O que pedir? O que sentir diante de um real que sempre se consolidou como imaginário? e ainda com contornos de imagens que só poderiam ser evidenciadas em ficções?
Vamos explorar esse momento. Mesmo sem saber onde vai dar.
Que caminho é esse que nós põe frente ao desconhecido?
Que coragem deve sair de dentro de nós para enfrentarmos o desafio imaginário de uma provável derrota?
São perguntas que eles, diante do clarão se faziam
Parecia que a vida, nesse momento, seria relatada passo por passo, em que cada um tomava consciência da grandeza dos pensamentos
Eles, os pensamentos, vinham um a um aceleradamente e acidentalmente
Cada um desses pensamentos, infimos que fossem, estavam adormecidos e escondidos no refúgio mais profundo de suas almas
Todos eles retornaram, um a um, como num lapso, mas representando uma infinidade de tempos
Muitos desses tempos esquecidos retornaram forçosamente impulsionados pelo clarão, de forma que um filete de segundo se transformou num infinito de uma existência.
Seria impossível para nós "reles" mortais, controlados pelos nossos relogios, o entendimento abrupto desse esparramar de fatos e pensamentos.
Que mistério é esse que está nos assombrando, nesse momento?. Está nos colocando diante dos fatos esquecidos?
Eles foram trazidos de volta para serem repassados
Um deles se deparou com a cena mais terrivel de sua vida. Cena que há muito se mantinha adormecida e esquecida.
Que fagulha se irradia da mente para que tanta desordem se materializasse subitamente?
Seria aquilo que buscamos esquecer ao longo do caminho para nos proteger dos desencantos?
Todos vivemos desencantos, vivemos situações absolutamente incontestáveis, as vezes e outras ainda irremediáveis.
Esses fatos nos colocam à frente a possibilidade do fracasso
Então....os mandamos para os refúgios, onde eles passam a habitar. Refugios tenebrosos, escuros e encharcados de poeira. Mas...de repente um clarão os ilumina e eles retornam
E quando retornam a tona nos revisitam arrastando consigo sentimentos, emoções, sensações
Passam a limpo a tempo.
É isso, o tempo precisa ser limpado
Ele precisa ser descontaminado
Ele precisa ser esterelizado
Só assim, pela limpeza, se manterá clarificado
O que importara é como o tempo foi vivido
Não deixar que o tempo se contamine é a melhor forma de evitar o refúgio
E....sem o refúgio o tempo ficará claro
Ficará pronto para ser revivido higienicamente.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Desencontro escabroso na escrita
Voltei pra te contar sobre mim
Passei todo esse tempo ausente em busca de novas sensações
Queria retornar com surpresas, mas ficou dificil, esse mundo sempre se repete
Ele se repete mesmo, chega a ser cansativo, enfadonho....
Principalmente quando queremos novidades
Elas nunca aparecem, mas é claro, como apareceriam?
As novidades não são fantasmas pra aparecer. Ainda que peçamos por elas, as vezes tudo se torna sinistro.
Sem graça, sem entusiasmo, sem energia
Mas espera ai...que diabo de pobreza é essa?
Como pode uma pessoa tão pretensiosa escrever tão mal?
É de chorar de rir, que uma pessoa completamente soberba, chegue no abismo das palavras.
Vai aprender a escrever desastrado, não aniquila as frases com palavras ajustadas como essas!!
Parece que estas completamente consciente, ou melhor, tentando fazer uma redação para o vestibular
com aqueles temas como "O que é felicidade para mim?" em que o pobre do aluno não sabe o que fazer com tanta informação dada pelo professor de redação?
Assim está a tua escrita, pobre, fraca, acanhada e mediocre.
Mas porque tudo isso?, para que ideias tão arrumadas?
Deixa que elas venham de forma invasiva e tortuosa
Sinta-se invadido, atropelado, atravessado por uma ideia
Deixe seus dedos digitarem sem que se saibam que palavras as teclas vão formar
Leia depois e sinta, fundamentalmente, que você é outro nas suas palavras
Se desconheça na sua escrita e encontre nela, um outro que você tinha esquecido
E deixe-o esquecido, não tente trazê-lo a tona, deixe ele lá, desconhecido de você
Caso você estabeleça uma relação intima com ele, você estará perdido
Será o fim do inicio da sua carreira de poeta.
Ainda assim, com todas essas advertências mal explicadas
A verdade é que a sua escrita está beirando o precipicio
Nem tente disfarçar com conselhinhos ridiculos para esconder sua total falta de inspiração
Deixe-se ficar escrevendo redação e continue tentando
Por ora, você foi um fiasco
Vá dormir que é melhor, sonhe e veja se é possivel ainda continuar
Passei todo esse tempo ausente em busca de novas sensações
Queria retornar com surpresas, mas ficou dificil, esse mundo sempre se repete
Ele se repete mesmo, chega a ser cansativo, enfadonho....
Principalmente quando queremos novidades
Elas nunca aparecem, mas é claro, como apareceriam?
As novidades não são fantasmas pra aparecer. Ainda que peçamos por elas, as vezes tudo se torna sinistro.
Sem graça, sem entusiasmo, sem energia
Mas espera ai...que diabo de pobreza é essa?
Como pode uma pessoa tão pretensiosa escrever tão mal?
É de chorar de rir, que uma pessoa completamente soberba, chegue no abismo das palavras.
Vai aprender a escrever desastrado, não aniquila as frases com palavras ajustadas como essas!!
Parece que estas completamente consciente, ou melhor, tentando fazer uma redação para o vestibular
com aqueles temas como "O que é felicidade para mim?" em que o pobre do aluno não sabe o que fazer com tanta informação dada pelo professor de redação?
Assim está a tua escrita, pobre, fraca, acanhada e mediocre.
Mas porque tudo isso?, para que ideias tão arrumadas?
Deixa que elas venham de forma invasiva e tortuosa
Sinta-se invadido, atropelado, atravessado por uma ideia
Deixe seus dedos digitarem sem que se saibam que palavras as teclas vão formar
Leia depois e sinta, fundamentalmente, que você é outro nas suas palavras
Se desconheça na sua escrita e encontre nela, um outro que você tinha esquecido
E deixe-o esquecido, não tente trazê-lo a tona, deixe ele lá, desconhecido de você
Caso você estabeleça uma relação intima com ele, você estará perdido
Será o fim do inicio da sua carreira de poeta.
Ainda assim, com todas essas advertências mal explicadas
A verdade é que a sua escrita está beirando o precipicio
Nem tente disfarçar com conselhinhos ridiculos para esconder sua total falta de inspiração
Deixe-se ficar escrevendo redação e continue tentando
Por ora, você foi um fiasco
Vá dormir que é melhor, sonhe e veja se é possivel ainda continuar
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Carolina
Carolina, mulher verdadeira dos cabelos ondulados, por que não existe?
Carolina, mulher sorridente dos dentes iluminados, por que não mentiste?
Teus dentes, Carolina, deixam transparecer a tua alma, uma alma carregada de desalento
Uma alma que viceja o fel do que te vai pela mente subvertendo a impressão de quem te vê.
Oh!!! Carolina, deixa falar a tua boca, mostra teus dentes alvos repletos de brilho
Que brilho pode te assaltar sem que tu queiras?
Entende o caminho tortuoso que escolheste, tenta ultrapassá-lo
Oh!!! Carolina, ousa com a tua boca dilacerante arrebatar
Leva contigo os que te rodeiam, deixa-os hipnotizados pela tua perspicácia
Mas Carolina, sei que já te disseram muito do que não querias ouvir
Ouve, mulher, sem reclamar e engole todos os inúteis conselhos que ja te derem
Mete-os, todos eles, dentro de uma gaveta e fecha com chave enferrujada
Deixa a ferrugem inundar a tua boca estragada pelo veneno que circula nos teus vasos.
Ouve Carolina, te acorda e te recompõe
Te põe de pé, te ergue, segue teu caminho tortuoso
Por entre arbustos coloridos que teus olhos somente enxergam quando estas dormindo
Acorda Carolina, deixa que um raio distante te penetre os olhos obscurecidos pelo odor fétido da tua imaginação
Olha ao teu redor, sente que só o despossuido objeto que te cerca é o que te salvará
Te salva Carolina, te entrega de uma vez à brancura de teus dentes
Deixa que o rochedo que te limita o coração se transforme em areia branca escorregadia
Deixa que pelo teu corpo, essa areia se arraste limpando a tua alma das tuas marcas
Só assim Carolina, pelos males que te inundam, poderás, talvez, estender a mão.
Carolina, mulher sorridente dos dentes iluminados, por que não mentiste?
Teus dentes, Carolina, deixam transparecer a tua alma, uma alma carregada de desalento
Uma alma que viceja o fel do que te vai pela mente subvertendo a impressão de quem te vê.
Oh!!! Carolina, deixa falar a tua boca, mostra teus dentes alvos repletos de brilho
Que brilho pode te assaltar sem que tu queiras?
Entende o caminho tortuoso que escolheste, tenta ultrapassá-lo
Oh!!! Carolina, ousa com a tua boca dilacerante arrebatar
Leva contigo os que te rodeiam, deixa-os hipnotizados pela tua perspicácia
Mas Carolina, sei que já te disseram muito do que não querias ouvir
Ouve, mulher, sem reclamar e engole todos os inúteis conselhos que ja te derem
Mete-os, todos eles, dentro de uma gaveta e fecha com chave enferrujada
Deixa a ferrugem inundar a tua boca estragada pelo veneno que circula nos teus vasos.
Ouve Carolina, te acorda e te recompõe
Te põe de pé, te ergue, segue teu caminho tortuoso
Por entre arbustos coloridos que teus olhos somente enxergam quando estas dormindo
Acorda Carolina, deixa que um raio distante te penetre os olhos obscurecidos pelo odor fétido da tua imaginação
Olha ao teu redor, sente que só o despossuido objeto que te cerca é o que te salvará
Te salva Carolina, te entrega de uma vez à brancura de teus dentes
Deixa que o rochedo que te limita o coração se transforme em areia branca escorregadia
Deixa que pelo teu corpo, essa areia se arraste limpando a tua alma das tuas marcas
Só assim Carolina, pelos males que te inundam, poderás, talvez, estender a mão.
domingo, 25 de setembro de 2011
É preciso amar como se não houvesse amanhã
E os grilhões do casarão se romperam deixando à mostra, pela imponente contrução, a figura de uma bela jovem que com seu olhar iluminado penetra profundamente por entre os raios de claridade que irradia em cada olhar.
Ah!!! Como essa mulher, que carrega consigo um estado de animo contagiante, consegue arrebatar.
Tudo se transforma com seu olhar, com suas palavras, com seu sorriso. Dizem alguns: "É, ela amadureceu", dizem outros: "como ela cresceu e ainda assim, mantém seu olhar inocente mas decidido sobre os fatos do cotidiano". É!!! Ela se transformou, ou melhor dizendo, se depurou!!
De menina pequena que era, prisioneira e controlada,só recebia. Recebia e recebia informações e aprendia, experimentava, selecionava, chegava a descartar umas e guardava outras. Guardava aquilo que de mais importante conseguia assimilar.
A menina dos olhos iluminados hoje tornou-se uma mulher. E eu, daqui, apreciando esse percurso, tenho a sensação mais que plena de eficácia. O meu produto deu certo, é viável, já desabrochou e agora salto a um outro momento, o da contemplação e da admiração.
Antes, quando ela ainda habitava o casarão, o medo do desconhecido para ela, me assaltava. Quem será ela? Como ela ficará quando sair? E depois, como será? Hoje ela está frutificada, ela transmite docilidade, ela me arrebata pelas suas palavras, pela sua capacidade de lucidez que muitas vezes me faltou.
Eu conheci as duas, recebi a menina em meio a tremores e emoções. No primeiro contato titubeei, hesitei e me emocionei diante da certeza do reencontro. É!!! foi essa mesma a sensação, a de reencontro. A partir dai, cada atitude, cada gesto, eram direcionados à ela, somente a ela. Vivi por um bom tempo circundado por ela, me adaptando, conhecendo-a. Nos entendemos imediatamente, nos acompanhamos, nos olhares conseguiamos trocar as mais íntimas confidências. Vivemos, exautivamente, uma relação em que não participavam juizos, cobranças, esforços e cansaços. Vivemos dessa forma, eu e ela, um fazendo companhia ao outro e nesse convívio nos alimentavamos de palavras, de olhares, de trocas de carinho. Eu com um suposto conhecimento sobre a vida e ela como aprendiz dedicada e atenciosa. Foi assim por um bom tempo, até que, tivemos que nos separar. A certeza que dou é a de que essa separação foi o momento mais tenebroso que pude experimentar de amargura, de tristeza, mas ainda que triste, pude deixá-la com aquilo que ela nunca mais perderia, com o que a vai acompanhá-la permanentemente, com o amor mais puro que aprendi a receber e que lhe doei dia após dia da nossa convivência.
Hoje ela é uma moça viável, que vive entre dissabores e alegrias e eu por perto a admirá-la e a incentivá-la a continuar nesse caminho.
Eu agora a reencontrei, depois da lacuna necessária, em que ela me deixou. Ela precisava passear por esse mundo, precisava experimentar o que recebeu e atestar a viabilidade dos ensinamento. Ela foi embora, me deixou por um tempo, muitas vezes com o coração despedaçado, mas sempre com a certeza de seu amor.
Fiquei, algumas vezes, desolado, mas minha desolação conformada me fazia compreender a necessidade dessa libertação, me retrai e esperei a sua volta. Não a volta da menina, essa eu sabia que não retornaria. Essa, a menina, eu guardei na minha alma, ela permanece comigo nas minhas lembranças, sem nostalgia, mas com uma imensa saudade, ela habita minhas recordações. Eventualmente ela me reconforta com lembranças, outras vezes a reencontro na mulher, nos gestos de amor que ela me atribui.
Eu a deixo ser assim, o amor dela é natural e espontâneo. Ele é porque existe, e não porque tem que ser. Não tem que ser, nada da ordem da imposição e de trocas mas sim da ordem da admiração, do deixar brotar.
Hoje ela é outra, hoje ela é exuberante, vem me visitar, me traz palavras lucidas. Algumas vezes quando ela vem, ela traz com ela, a menina, outras vezes ela vem sozinha, mas todas as vezes que nos encontramos percebemos que por tudo e acima de tudo o amor existe.
E os grilhões?, sim, esses se romperam, e,tinham que arrebentar. Foi necessária essa ruptura, por ela pudemos reeditar aquele amor um tanto simbiotico para dar luz a um outro, independente, desatrelado, liberto, mas permanente.
Recebo-a agora para uma nova etapa, em que permeados por esse amor renovado poderemos caminhar lado a lado nos amparando sempre.
Ah!!! Como essa mulher, que carrega consigo um estado de animo contagiante, consegue arrebatar.
Tudo se transforma com seu olhar, com suas palavras, com seu sorriso. Dizem alguns: "É, ela amadureceu", dizem outros: "como ela cresceu e ainda assim, mantém seu olhar inocente mas decidido sobre os fatos do cotidiano". É!!! Ela se transformou, ou melhor dizendo, se depurou!!
De menina pequena que era, prisioneira e controlada,só recebia. Recebia e recebia informações e aprendia, experimentava, selecionava, chegava a descartar umas e guardava outras. Guardava aquilo que de mais importante conseguia assimilar.
A menina dos olhos iluminados hoje tornou-se uma mulher. E eu, daqui, apreciando esse percurso, tenho a sensação mais que plena de eficácia. O meu produto deu certo, é viável, já desabrochou e agora salto a um outro momento, o da contemplação e da admiração.
Antes, quando ela ainda habitava o casarão, o medo do desconhecido para ela, me assaltava. Quem será ela? Como ela ficará quando sair? E depois, como será? Hoje ela está frutificada, ela transmite docilidade, ela me arrebata pelas suas palavras, pela sua capacidade de lucidez que muitas vezes me faltou.
Eu conheci as duas, recebi a menina em meio a tremores e emoções. No primeiro contato titubeei, hesitei e me emocionei diante da certeza do reencontro. É!!! foi essa mesma a sensação, a de reencontro. A partir dai, cada atitude, cada gesto, eram direcionados à ela, somente a ela. Vivi por um bom tempo circundado por ela, me adaptando, conhecendo-a. Nos entendemos imediatamente, nos acompanhamos, nos olhares conseguiamos trocar as mais íntimas confidências. Vivemos, exautivamente, uma relação em que não participavam juizos, cobranças, esforços e cansaços. Vivemos dessa forma, eu e ela, um fazendo companhia ao outro e nesse convívio nos alimentavamos de palavras, de olhares, de trocas de carinho. Eu com um suposto conhecimento sobre a vida e ela como aprendiz dedicada e atenciosa. Foi assim por um bom tempo, até que, tivemos que nos separar. A certeza que dou é a de que essa separação foi o momento mais tenebroso que pude experimentar de amargura, de tristeza, mas ainda que triste, pude deixá-la com aquilo que ela nunca mais perderia, com o que a vai acompanhá-la permanentemente, com o amor mais puro que aprendi a receber e que lhe doei dia após dia da nossa convivência.
Hoje ela é uma moça viável, que vive entre dissabores e alegrias e eu por perto a admirá-la e a incentivá-la a continuar nesse caminho.
Eu agora a reencontrei, depois da lacuna necessária, em que ela me deixou. Ela precisava passear por esse mundo, precisava experimentar o que recebeu e atestar a viabilidade dos ensinamento. Ela foi embora, me deixou por um tempo, muitas vezes com o coração despedaçado, mas sempre com a certeza de seu amor.
Fiquei, algumas vezes, desolado, mas minha desolação conformada me fazia compreender a necessidade dessa libertação, me retrai e esperei a sua volta. Não a volta da menina, essa eu sabia que não retornaria. Essa, a menina, eu guardei na minha alma, ela permanece comigo nas minhas lembranças, sem nostalgia, mas com uma imensa saudade, ela habita minhas recordações. Eventualmente ela me reconforta com lembranças, outras vezes a reencontro na mulher, nos gestos de amor que ela me atribui.
Eu a deixo ser assim, o amor dela é natural e espontâneo. Ele é porque existe, e não porque tem que ser. Não tem que ser, nada da ordem da imposição e de trocas mas sim da ordem da admiração, do deixar brotar.
Hoje ela é outra, hoje ela é exuberante, vem me visitar, me traz palavras lucidas. Algumas vezes quando ela vem, ela traz com ela, a menina, outras vezes ela vem sozinha, mas todas as vezes que nos encontramos percebemos que por tudo e acima de tudo o amor existe.
E os grilhões?, sim, esses se romperam, e,tinham que arrebentar. Foi necessária essa ruptura, por ela pudemos reeditar aquele amor um tanto simbiotico para dar luz a um outro, independente, desatrelado, liberto, mas permanente.
Recebo-a agora para uma nova etapa, em que permeados por esse amor renovado poderemos caminhar lado a lado nos amparando sempre.
domingo, 18 de setembro de 2011
Recordar, reviver, ocupar
Nego, nego por completo meu comprometimento
Me comprometo, obviamente, com aquilo que posso
Tenho cá comigo diversas razões que vão desde as mais simples, relacionadas somente à sombras tênues, até as mais escabrosas que remetem a tempos sombrios.
Tempos em que, deseperado encontrei um alento que me assaltou de repente me tomando os sentidos me colocando dentro de um eixo temático inesperado.
Temi por tudo isso, me entreguei posteriormente e fracassei o resultado
Mas.......algo ficou, ficou o espaço, antes ocupado, que de tanto preenchido me inundou de satisfação, ficou também, a sensação daquela plenitude momentânea.
É!!! já tive isso.
já tive as oportunidades remanescentes e revividas daqueles tempos de aconchego, daqueles tempos em que a plenitude existia e foi rompida abruptamente por um clarão que cegou os meus olhos.
Não era o que eu queria, eu queria a ausência desse clarão, que como numa vertigem rápida e veloz me arrastou para claridade
Foi nesse momento que fui reconduzido para lá e lá fiquei tentando me deixar permanecer, mas outra escuridão anterior e mais avassaladora já tinha me tomado, e me deixado como que reservado, integrado à ela sem possibilidade de rompimento.
Fiquei separado e marcado sem a chance de experimentar a nova escuridão por completo.
Ela, essa nova escuridão, me reconduzia à mais cálida sensação
Não tive muito tempo, mas experimentei o que pude da nova escuridão, vivi, senti, pensei e quis me transportar para essa nova escuridão aconchegante e plena que me trazia a mais cândida sensação... mas fracassei
Fracassei, feri e me deixei levar à escuridão anterior, aquela que possivelmente, naquele momento, me garantiria a plenitude disfarçada de eterna, disfarçada de uma reedição paradisíaca
Me perdi nesse emaranhado de escuridão, perdi todas. A recente abri mão, erroneamente, pelo antiga e o antiga abri mão por mim, pela minha lucidez. Nenhuma me serviu
Foi isso que aconteceu, não suportei a antiga escuridão, abdiquei dela com todas as minhas forças e me entreguei à claridade.
Enfrentei a claridade absolutamente nítida, a claridade que deixava transparecer cada detalhe mais íntimo, mais demarcado de cada um
A claridade que denunciava, uma a uma,cada linha, cada ruga, cada marca, cada pormenor que só a luz deixa transparecer.
E que luz? a que ilumina cada curva, cada percurso, cada demarcação.
Colocando evidente ribanceiras e precipícios, empurrões e quedas, pedreiras e retas, aquelas todas escurecidas anteriormente, mas que agora, com luz, brilham fortemente ofuscando meus olhos.
Me comprometo, obviamente, com aquilo que posso
Tenho cá comigo diversas razões que vão desde as mais simples, relacionadas somente à sombras tênues, até as mais escabrosas que remetem a tempos sombrios.
Tempos em que, deseperado encontrei um alento que me assaltou de repente me tomando os sentidos me colocando dentro de um eixo temático inesperado.
Temi por tudo isso, me entreguei posteriormente e fracassei o resultado
Mas.......algo ficou, ficou o espaço, antes ocupado, que de tanto preenchido me inundou de satisfação, ficou também, a sensação daquela plenitude momentânea.
É!!! já tive isso.
já tive as oportunidades remanescentes e revividas daqueles tempos de aconchego, daqueles tempos em que a plenitude existia e foi rompida abruptamente por um clarão que cegou os meus olhos.
Não era o que eu queria, eu queria a ausência desse clarão, que como numa vertigem rápida e veloz me arrastou para claridade
Foi nesse momento que fui reconduzido para lá e lá fiquei tentando me deixar permanecer, mas outra escuridão anterior e mais avassaladora já tinha me tomado, e me deixado como que reservado, integrado à ela sem possibilidade de rompimento.
Fiquei separado e marcado sem a chance de experimentar a nova escuridão por completo.
Ela, essa nova escuridão, me reconduzia à mais cálida sensação
Não tive muito tempo, mas experimentei o que pude da nova escuridão, vivi, senti, pensei e quis me transportar para essa nova escuridão aconchegante e plena que me trazia a mais cândida sensação... mas fracassei
Fracassei, feri e me deixei levar à escuridão anterior, aquela que possivelmente, naquele momento, me garantiria a plenitude disfarçada de eterna, disfarçada de uma reedição paradisíaca
Me perdi nesse emaranhado de escuridão, perdi todas. A recente abri mão, erroneamente, pelo antiga e o antiga abri mão por mim, pela minha lucidez. Nenhuma me serviu
Foi isso que aconteceu, não suportei a antiga escuridão, abdiquei dela com todas as minhas forças e me entreguei à claridade.
Enfrentei a claridade absolutamente nítida, a claridade que deixava transparecer cada detalhe mais íntimo, mais demarcado de cada um
A claridade que denunciava, uma a uma,cada linha, cada ruga, cada marca, cada pormenor que só a luz deixa transparecer.
E que luz? a que ilumina cada curva, cada percurso, cada demarcação.
Colocando evidente ribanceiras e precipícios, empurrões e quedas, pedreiras e retas, aquelas todas escurecidas anteriormente, mas que agora, com luz, brilham fortemente ofuscando meus olhos.
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