domingo, 17 de fevereiro de 2013

Já sei olhar o rio por onde a vida passa...

E quando chega o final do dia nós nos encontramos, nos olhamos, trocamos algumas palavras e refletimos sobre o quanto nos mantemos juntos e separados ao mesmo tempo. Estamos juntos, inseparáveis, durante todas as horas do dia e da noite, mas pouco nos damos conta das novas marcas que surgem em nossos rostos, das expressões de nossos olhares, do tom da nossa voz, nem tampouco das nossas formas de sorrir. As vezes, até nos estranhamos quando olhamos no espelho e nos enxergamos, quase sempre nos desconhecemos. 
É quando esse encontro torna-se surpreendente pela ausência que devotamos a nós, pela falta de reconhecimento de que nós mesmos somos a nossa principal companhia. Seria interessante se reconhecêssemos que cabe a nós a primeira responsabilidade e que o outro nos enxerga exatamente por meio daquilo que produzimos e emitimos. Diz-se que "primeira imagem é a que fica", e essa, quem tece somos nós. Precisamos definitivamente assumir essa responsabilidade, assumir que antes de tudo somos nós que podemos decidir sobre nós.
Antes que responsabilizemos o tempo, o mundo, as pessoas devemos devotar a nós o direcionamento de nossas decisões e escolhas para podermos descomprometer os outros de nossas atitudes.
Deixemos os outros como nossos espectadores, como contribuintes de nossas atitudes, apenas contribuintes, mas nunca causadores de nossos atos e comportamentos.
Se conceber individual, sozinho e dono de nossos próprios atos é a melhor forma de nos aproximarmos das pessoas transmitindo leveza e suavidade.

Exercite, você consegue.....

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