domingo, 12 de dezembro de 2010

Eu Acreditei....

Eu acreditei, e como acreditei, que poderia ter sido, mas não foi...
Pensei que as poesias poderiam comover, que trariam renovação sempre.
Pensei que essa renovação se reverteria em novas ideias, em novos pensamentos, pensei em comoção.
Pensei que a comoção resultaria em alteração, em novas atitudes, em desprezos e abandonos de pequenas supostas grandiosidades equivocadamente edificadas.
Pensei que essas grandiosidades poderiam ser demolidas, derrubadas, arrebentadas.
Pensei em reorganização a partir dai, pensei em re-novação - uma nova ação.

Achava que as palavras guardavam um pleno sentido nelas.
Um sentido irradiante que poderia impregnar,contagiar e se dissipar livremente.
Acreditava nesse poder das palavras
E esquecia, que esse amontoado de símbolos, só têm sentido quando se quer dar.
Um sentido que é inequivocamente plural, multiplo, superinterpretado.
Um sentido frágil, lábil, desfigurado e montado naquela pequena grandiosidade edificada.

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...eu sou apenas um pobre amador, apaixonado,um aprendiz do teu amor!

Um comentário:

  1. Quem sabe dos sentimentos além das palavras contadas?Não há poesia sem sentir, não há sentido no poema que há dentro de nós mas acrdeitar faz de nós seres especiais, comovidos com as cores, com as multiplicidades. Quando sabemos dissipar as dúvidas então a poesia transcende, comove, renova, reverte e faz aos ouvidos que sabem ouvir a grandiosidade do momento. Jacqueline

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