quinta-feira, 16 de setembro de 2010

AS MINHAS CONTAS QUERO ACERTAR COMIGO

Arvores com frutas.
Jardim florido.
Brisa, vento do rio entrando, se espalhando
Tudo poderia ser lindo como se apresenta
E é
Os meus olhos cegam, mas eles vêem
Ignoram
Desprezam
Mas eles, os meus olhos, existem.
Existem pra aquilo que quero ver.
Selecionam minha visão, me confundem.
Enxergam o escuro, o obscuro, a penumbra.
Mas meus olhos vêem
Meus olhos enxergam tudo
Eles querem ver aquilo que podem enxergar
Deixa eles vêem!
Deixa eles selecionarem a visão
As minhas contas quero acertar comigo
Com os meus olhos
Com minha capacidade de enxergar
Resolvi, quero ver tudo
Decidi, me determinei a enxergar o brilho
Vamos nos acertar: eu e meus olhos
Vamos conversar.
Vamos nos entender
Quero ver aquilo que quero
Conhecer os meus olhos
Quero claridade, iluminação, nitidez
Quero encontrar a cor das coisas
O sentido da existência através dos meus olhos
Os meus olhos podem se transformar naquilo que pretendo ser
Eles direcionarão minha existência
Quero claridade, infinitamente branco, nítido e definido
Vou treinar meus olhos para isso
Quero que eles me obedeçam e possam sair de mim naquilo que desejo
Colocando em mim, por eles, a luz
A luz que me revelará e me trará de volta
Assim, tendo meus olhos iluminados, me percebendo
Poderei ver através deles a mim mesmo.

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